REUTERS/Shamil Zhumatov/File Photo
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EUA afirmam que se Nalvani morrer na prisão haverá 'consequências'

No cárcere, maior opositor de Putin faz greve de fome e Moscou impede exames de médico da família; aliados convocam protesto

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2021 | 20h31

Os Estados Unidos alertaram neste domingo a Rússia que “haverá consequências” se o crítico do Kremlin, o opositor Alexei Navalni, morrer na prisão. “Em termos das medidas específicas que tomaríamos, estamos olhando para uma variedade de sanções diferentes que imporíamos, e não vou telegrafar isso publicamente neste momento, mas comunicamos que haverá consequências se o senhor Navalni morrer”, disse ontem o assessor de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan.

Aliados afirmam que o estado de saúde do oposicionista russo está se deteriorando dramaticamente na prisão, e que ele pode “morrer a qualquer momento”.

O ministro do Exterior da Alemanha, Heiko Maas, afirmou ao jornal Bild ontem que os ministros do Exterior da UE discutirão o caso hoje.

Navalni, de 44 anos, é o mais proeminente crítico do presidente russo, Vladimir Putin. Ele iniciou uma greve de fome há quase três semanas, para protestar contra a recusa das autoridades prisionais em permitir que ele seja examinado por um médico particular. Ele vem reclamando de fortes dores nas costas e paralisia nas pernas. O serviço penitenciário russo diz que “ele está recebendo cuidados adequados”.

No sábado, um médico disse que resultados dos testes enviados pela família de Navalni mostram níveis acentuadamente elevados de potássio, que pode levar a uma parada cardíaca e sinais de insuficiência renal. “Nosso paciente pode morrer a qualquer momento”, disse o médico Yaroslav Ashikhmin.

Nesta tarde de domingo, ativistas convocaram novas manifestações em massa em Moscou e São Petersburgo em favor de Navalni. Leonid Volkov, um dos principais estrategistas de Navalni, disse que os protestos foram convocados em curto prazo para esta quarta-feira porque “a vida dele está em jogo”. /REUTERS 

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