EUA afirmam ter resgatado 13 iranianos capturados por piratas

Pesqueiro de bandeira do Irã sequestrado havia 40 dias por somalis pediu ajuda a destroier americano, diz Pentágono

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2012 | 03h07

A Marinha dos EUA resgatou ontem um pesqueiro de bandeira iraniana que havia sido sequestrado por piratas da Somália. A informação vem à tona em meio à crescente tensão entre as forças navais americanas e as do Irã na região do Estreito de Ormuz, por onde passa quase 40% da produção mundial de petróleo.

Segundo o Pentágono, a tripulação do destroier USS Kidd respondeu a um chamado de socorro emitido via rádio pelo barco de pesca Al-Molai. A embarcação, afirmam os EUA, estava sob poder dos corsários havia 40 dias. Até a noite de ontem, o governo iraniano não havia confirmado a notícia.

O USS Kidd integra a frota que o Irã havia advertido na terça-feira a não retornar ao Golfo Pérsico. O "aviso" foi dado pelo alto comando do Exército depois que as embarcações americanas deixaram a região pelo Estreito de Ormuz.

Comandos da Marinha dos EUA abordaram o pesqueiro e detiveram 15 piratas, segundo o Pentágono. A tripulação, ao todo 13 marinheiros iranianos, foi libertada.

O local onde teria ocorrido a operação de resgate não foi revelado pela Marinha dos EUA. Toda região da costa da Somália até o Golfo de Omã, porta de entrada do Golfo Pérsico, tem registrado nos últimos anos um aumento acentuado das ações dos piratas. Teme-se que os piratas somalis ampliem suas atividades na região do Golfo Pérsico.

Ainda de acordo com Washington, o pesqueiro Al-Molai servia como "nave mãe" para os piratas, que usavam barcos menores para atacar navios no Golfo Pérsico e, então, retornavam à embarcação iraniana. / REUTERS

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