AP Photo/Ramon Espinosa
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EUA afrouxam regras para viagens individuais 'educativas' a Cuba

Medidas anunciadas nesta terça-feira pelo secretário de Tesouro dos EUA, Jacob J. Lew, também acabam com o limite no uso do dólares em transações comerciais com a ilha comunista

O Estado de S. Paulo

15 de março de 2016 | 10h24

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos afrouxou nesta terça-feira, 15, as regras para viagens a Cuba e também para o uso do dólares em transações comerciais com a ilha comunista. As medidas retiram obstáculos para haver laços mais próximos entre os dois países cinco dias antes de o presidente americano, Barack Obama, fazer uma viagem histórica a Havana.

Com a decisão, cidadãos americanos poderão fazer viagens individuais de forma legal para Cuba, contanto que preencham um formulário dizendo que tem propósitos educacionais, e não apenas turismo. A medida deve ajudar a elevar a demanda por voos diretos que as companhias aéreas dos EUA esperam lançar nos próximos meses.

As novas medidas também permitem que bancos dos EUA processem transações do governo cubano, que podem passar momentaneamente pelo sistema bancário americano. A proibição dessas transações prejudicava a capacidade de Cuba de comprar e vender produtos internacionalmente e era uma das principais reclamações dos cubanos em relação ao embargo dos EUA à ilha.  A decisão permite ainda que cidadãos cubanos recebam salários nos Estados Unidos.

"Os passos de hoje estão de acordo com as ações dos últimos 15 meses conforme continuamos a derrubar as barreiras econômicas, dar poder para o povo de Cuba, avançar em sua liberdade financeira e desenhar um novo caminho nas relações EUA-Cuba", afirmou o secretário de Tesouro dos EUA, Jacob J. Lew.

As mudanças refletem um amplo esforço de bastidores dos diplomatas cubanos e americanos para fechar uma série de acordos nas vésperas da viagem de Obama, entre os dias 20 e 22, e garantir que o além de histórica, a presença de um presidente americano em exercício na ilha, depois de 88 anos, também seja um sucesso. / NYT e AP

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