Lee Jae-Won/Reuters
Lee Jae-Won/Reuters

EUA agradecem a Pyongyang por libertação de missionário

Americano detido desde dezembro na Coreia do Norte deve chegar ainda nesta sexta a Pequim

Efe,

05 de fevereiro de 2010 | 20h10

O Governo dos Estados Unidos se mostrou nesta sexta-feira, 05, "agradecido" pela decisão do regime norte-coreano de libertar o missionário americano Robert Park, detido em 24 de dezembro passado após entrar ilegalmente na Coreia do Norte.

 

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"Estimamos a decisão de libertá-lo", ressaltou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley, em sua entrevista coletiva diária. Ele indicou que as autoridades norte-coreanas informaram aos EUA sobre a libertação de Park por meio da Suécia, que representa os interesses de Washington em Pyongyang.

 

Está previsto que a embaixada sueca execute ainda nesta sexta o transporte de Park a Pequim, onde será recebido por funcionários consulares da embaixada americana na China, e de onde retornará aos EUA.

 

O porta-voz ressaltou que "não houve um acordo" com a Coreia do Norte para conseguir a libertação do americano. "Não tivemos conversas essenciais com a Coreia do Norte, exceto as de nossa solicitação para obter acesso consular" ao detido, assegurou Crowley.

 

"Estamos agradecidos por este passo dado pela Coreia do Norte, da mesma forma que estávamos no ano passado quando libertaram as jornalistas" americanas, com a mediação do ex-presidente americano Bill Clinton, disse.

 

A agência estatal norte-coreana "KCNA" afirmou nesta quinta que Pyongyang decidiu "perdoar e libertar" Park, ao levar em conta que admitiu os fatos e seu "sincero arrependimento".

 

Robert Park, de 28 anos, um missionário e ativista pró-direitos humanos de origem coreana, tinha cruzado a fronteira entre China e Coreia do Norte com o objetivo de entregar uma carta ao líder norte-coreano, Kim Jong-il, e pedir-lhe o fechamento dos campos de trabalho de seu país, segundo a imprensa sul-coreana.

 

A "KCNA" indicou que as autoridades da Coreia do Norte detiveram o cidadão americano por "entrar ilegalmente" no país comunista, sobre o qual tinha uma "noção equivocada".

 

O anúncio de sua libertação foi feito enquanto o regime norte-coreano ainda mantém detido desde 25 de janeiro outro cidadão dos EUA, cuja identidade não foi divulgada, também por ter entrado "ilegalmente" no país.

 

Park é membro de um dos grupos cristãos que condenaram a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte. Dias antes de atravessar a fronteira, o missionário tinha dito em Seul que, caso fosse detido na Coreia do Norte, não queria que o governo americano buscasse sua libertação.

 

Park foi o terceiro cidadão americano detido no ano passado na Coreia do Norte por entrada ilegal, depois que duas jornalistas americanas foram detidas em março na fronteira com a China. Elas gravavam imagens para um documentário sobre o tráfico de mulheres refugiadas da Coreia do Norte.

 

As duas repórteres foram libertadas em agosto graças à mediação do ex-presidente Bill Clinton, apesar de terem sido condenadas a 12 anos de trabalhos forçados.

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