EUA aguardam mais um dia de protestos em embaixadas

O governo de Barack Obama está preparando-se para mais um dia de protestos em países islâmicos contra o filme "A inocência dos muçulmanos", produzido nos Estados Unidos e que ridiculariza Maomé. Na quarta-feira, manifestantes invadiram o consulado do país em Benghazi, Líbia, e mataram o embaixador Christopher Stevens.

AE, Agência Estado

14 de setembro de 2012 | 08h46

O presidente do Egito, Mohammad Morsi, foi à TV nesta sexta-feira para pedir que a população interrompa os atos de violência contra representações diplomáticas dos Estados Unidos. Ele afirmou que é dever dos muçulmanos proteger embaixadas e diplomatas estrangeiros que são hóspedes no país. A Irmandade Muçulmana retirou a convocação para um grande protesto.

No Iêmen, forças de segurança dispararam tiros de aviso e utilizaram canhões de água para dispersar centenas de manifestantes que tentavam chegar até a embaixada norte-americana em Sana. A multidão parou a cerca de 500 metros da embaixada, pedindo a expulsão do enviado do EUA enquanto queimavam uma bandeira do país.

Em Bangladesh, cerca de 10 mil pessoas queimaram bandeiras de Israel e dos EUA e tentaram manchar até a embaixada. A polícia bloqueou o caminho dos manifestantes quando ainda faltavam mais de um 1 km para chegarem. Na Malásia e na Indonésia, multidões também foram para a rua demonstrar sua indignação com o filme, mas de forma pacífica.

A Alemanha também anunciou que está reforçando a segurança de suas representações diplomáticas em países islâmicos. As informações são da Dow Jones e Associated Press.

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