EUA ajudam a investigar atentado em Bogotá

Agentes norte-americanos do Escritório de Controle de Álcool, Tabaco e Armas de Fogo estão ajudando as autoridades colombianas na investigação do atentado com carro-bomba de sexta-feira à noite contra o luxuoso El Nogal Club, que deixou 33 mortos e mais de 170 feridos. Foi o pior atentado na capital colombiana em mais de uma década.Os agentes federais dos EUA analisaram o estacionamento do clube para determinar que tipo de substância, quantidade e mecanismo de ativação causou a explosão. O governo atribuiu o ataque à guerrilha esquerdista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), mas os agentes policiais não descartam a possibilidade de envolvimento dos cartéis de narcotráfico.No site dos rebeldes na internet (www.redresistencia.org), as Farc não assumem a autoria do atentado, mas afirmam que os alvos do ataque foram "extremistas de direita". Segundo a guerrilha, o clube "abrigava encontros entre políticos e empresários com paramilitares de extrema direita foragidos".Quase mil pessoas estavam no El Nogal no momento da explosão. Segundo os indícios, um carro-bomba foi deixado pelos autores do ataque no estacionamento interno do clube - um complexo de dez andares onde funcionavam discotecas, bares, saunas, piscinas, salões de conferências, quadras de esportes e restaurantes. Pelo menos 56 dos feridos continuam hospitalizados, oito em estado grave, informou hoje o secretário de Saúde de Bogotá, José Fernando Cardona.Milhares de pessoas - mais de 15 mil, segundo versões de imprensa - percorreram hoje várias avenidas de Bogotá numa jornada de "resistência civil contra o terrorismo". O prefeito da capital, Antanas Mockus, liderou a marcha. A multidão iniciou a concentração no Parque Simón Bolívar, zona oeste de Bogotá, onde o arcebispo da capital, Pedro Rubiano celebrou uma missa. A jornada foi denominada por Mockus como uma marcha "pela vida, caminho contra o terrorismo".O presidente colombiano Alvaro Uribe, eleito com uma plataforma de política de linha dura contra as guerrilhas esquerdistas, pediu à comunidade internacional que não apóie o terrorismo que sufoca seu país. A ministra da Defesa da Colômbia, Marta Lucía Ramírez, inicia nesta segunda-feira uma visita oficial a Washington, onde pedirá mais ajuda contra o terrorismo, informaram fontes oficiais. O embaixador colombiano nos EUA, Luis Alberto Moreno, disse que a ministra pedirá ao governo norte-americano - que já forneceu cerca de US$ 2 bilhões em ajuda ao combate ao narcotráfico - ajuda adicional para combater o terrorismo.

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