EUA: Al-Zarqawi é responsável por maioria dos ataques suicidas no Iraque

O porta-voz do comando militar das forças multinacionais mobilizadas no Iraque, o general americano Rick Lynch, responsabilizou Abu Musab al-Zarqawi, líder da Al-Qaeda no país, por 90% dos ataques suicidas no Iraque. "Os terroristas e os combatentes estrangeiros que Al-Zarqawi recruta, treina e equipa, cometem mais de 90% dos ataques suicidas contra homens, mulheres e crianças no Iraque", disse o general em comunicado divulgado nesta segunda-feira. Estas declarações respondem a uma reportagem publicada no jornal The Washington Post, que afirma que o Exército americano fez uma campanha para aumentar a importância do jordaniano na situação do Iraque. Segundo o jornal, o Pentágono exagera a importância de al-Zarqawi para ajudar a Casa Branca a vincular a guerra no Iraque à organização terrorista Al-Qaeda, responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA. Lynch acrescentou que as informações divulgadas pelo jornal - o qual não citou pelo nome - "não podem estar mais longe da verdade", e insistiu que Al-Zarqawi e a Al-Qaeda são "uma ameaça real para os cidadãos, segurança e estabilidade do Iraque". "Continuaremos lançando operações agressivas para acabar com a ameaça não só no Iraque, mas em toda a região", acrescentou o Militar. Comunicado O porta-voz também disse que os comunicados emitidos pelo Exército aemricano ao longo do ano passado "garantem a ameaça e a natureza indiscriminada dos ataques" cometidos pelos terroristas por ordens de al-Zarqawi. O comunicado ressalta que Al-Zarqawi, de origem jordaniana, chamou combatentes estrangeiros para se unir à "Jihad" (guerra santa), e que considera aceitável a morte de crianças e mulheres nos ataques. A nota acrescenta que Al-Zarqawi declarou guerra aos xiitas e pediu o aumento dos ataques no Iraque "para estabelecer uma nação muçulmana" no país. Além disso, Lynch afirma na nota que, embora "Abu Musab al-Zarqawi e a Al-Qaeda no Iraque representem uma parte relativamente pequena de toda a insurgência, seu impacto foi implacavelmente devastador". O comunicado militar termina lembrando que o governo americano oferece uma recompensa de US$ 25 milhões por qualquer informação que leve à captura do terrorista.

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