EUA ameaçam Caracas com mais sanções

Washington afirma que se a petroleira venezuelana não suspender o envio de gasolina ao Irã, a Casa Branca deverá ampliar restrições à empresa

AP, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2011 | 00h00

Os EUA podem aplicar restrições mais duras contra a Venezuela caso o país latino-americano não suspenda o envio de gasolina ao Irã. A informação é de Thomas Delare, diretor de políticas de sanção econômica e combate ao financiamento ao terrorismo do Departamento de Estado americano. O funcionário disse ontem que o governo de Caracas poderá ser qualificado como patrocinador do terror se não cessar a atividade.

Por manter negócios com Teerã - que, apesar de ter grandes reservas de petróleo, tem poucos recursos para refinar o produto -, os EUA haviam aplicado sanções à estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) em maio. As medidas excluem a companhia de contratos com Washington e do financiamento americano para o comércio exterior.

A empresa também foi proibida de comprar tecnologia "delicada", apesar de poder continuar vendendo petróleo ao mercado interno dos EUA e abastecer a Citgo, filial da PDVSA em solo americano. A estatal venezuelana vende aos americanos entre 900 mil e 1,2 milhão de barris diariamente.

"Se a PDVSA não parar (o envio de gasolina a Teerã) - e já deixamos isso claro em nossas conversas com a empresa e com o governo venezuelano -, a secretária de Estado (Hillary Clinton) reserva a si a autoridade para impor sanções adicionais, mais severas", disse Delare, durante audiência das subcomissões para Segurança Nacional e Hemisfério Ocidental da Câmara dos Deputados americana.

As sanções de maio foram as primeiras desde que o Congresso americano aprovou, em 2010, aplicação de medidas do gênero contra empresas que exportam subprodutos do petróleo ao Irã. Além da PDVSA, outras seis empresas sofreram sanções similares. Segundo o Departamento de Estado americano, a estatal venezuelana enviou pelo menos dois carregamentos de subprodutos do petróleo ao Irã, avaliados em US$ 50 milhões, entre dezembro e março.

PARA LEMBRAR

Em 24 de maio, o Departamento de Estado americano anunciou sanções contra "sete entidades estrangeiras" que vendem derivados do petróleo o Irã - entre elas, a estatal venezuelana PDVSA. As restrições pretendem evitar que Teerã avance em seu programa nuclear que, segundo os EUA, é financiado pelo setor energético iraniano.

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