EUA ameaçam rever ajuda econômica e militar ao Egito

Porta-voz da Casa Branca diz que revisão dependerá dos próximos acontecimentos no país

Associated Press,

28 de janeiro de 2011 | 18h27

WASHINGTON - Os EUA vão rever sua política de ajuda econômica e militar ao Egito, baseado no que acontecer no país nos próximos dias, disse o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs. O governo Mubarak recebe cerca de US$ 1,5 bilhão de Washington por ano. É o segundo país na lista, atrás apenas de Israel.  

 

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O governo americano também alertou seus cidadãos para evitar viagens não-essenciais ao Egito. De acordo com Gibbs, o presidente americano, Barack Obama, não conversou com o egípcio, Hosni Mubarak, sobre os protestos. "Estamos monitorando uma situação muito instável", disse o porta-voz, que, assim como a secretária de Estado Hillary Clinton, defendeu o fim dos conflitos entre forças de segurança e os manifestantes.

Mais cedo,Hillary também pediu o fim da censura à internet e à telefonia no país. "O Egito precisa entender que a violência não ajudará a superar as reivindicações do povo. O país deveria permitir as manifestações e não deveria cortar as comunicações", disse a secretária.

A secretária de Estado ainda pediu que o Egito, um dos principais aliados dos EUA no mundo árabe, realize reformas. "Os egípcios deveriam viver em uma sociedade democrática com respeito aos direitos humanos. Nós acreditamos fortemente que eles deveriam se envolver em reformas econômicas, políticas e sociais".

Com AP e Efe

 

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