EUA ampliam estratégia de distribuição de ajuda no Haiti

Soldados e fuzileiros navais norte-americanos aumentaram hoje as operações de distribuição de ajuda, enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) iniciam a distribuição, em larga escala, de ajuda humanitária no centro de Porto Príncipe pela primeira vez.

AE, Agencia Estado

22 de janeiro de 2010 | 19h17

Autoridades disseram que abandonaram a controversa prática de jogar comida de helicópteros em áreas não controladas, já que especialistas dizem que isso provoca o caos, e estão usando mais locais fixos e trabalhando com soldados da ONU.

"Nós queremos usar cada mecanismo para entregar os suprimentos para a população", disse o coronel norte-americano Charles Heatherly, porta-voz da Força Tarefa Conjunta no Haiti.

"Há quatro pontos principais de distribuição. O objetivo é ter 360 pontos de distribuição para fornecer suprimentos à população", disse ele, negando-se a dar uma data precisa para que isso aconteça, mas afirmando que "quanto antes, melhor".

"Atualmente, existem 105 postos identificados e muitos ainda estão em operação, mas eles não estão continuamente abertos", disse Heatherly. "Hoje o porto está aberto", acrescentou ele. Segundo outro oficial norte-americano, 250 contêineres foram desembarcados no porto nos últimos dois dias.

O coronel Bill Buckner disse que aviões norte-americanos jogaram 28 mil refeições, além de água num local a 19 quilômetros ao norte de Porto Príncipe que anteriormente fora patrulhado por forças nepalesas da ONU. "Vamos continuar a usar esse método", disse o coronel Buckner.

Em breve, as forças norte-americanas vão superar em número as da ONU. Os militares dos Estados Unidos tomaram o controle do aeroporto e de vários locais importantes na capital, enquanto fuzileiros navais chegam pelas costas sul e oeste da cidade.

Mas, apesar da grande escala da operação norte-americana, os militares negam as acusações feitas por líderes latino-americanos de que sua intervenção corresponde a atitudes imperialistas. "Nós não queremos inundar a área com militares", disse o coronel Heatherly. "Isto não é uma invasão. Estamos aqui para fornecer ajuda."

As informações são da Dow Jones.

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