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EUA ampliam sanções contra Rússia em razão do conflito na Ucrânia

Mais de 20 entidades e indivíduos russos e ucranianos foram afetados, além de colaboradores de ex-presidente ucraniano

O Estado de S. Paulo

30 de julho de 2015 | 19h25

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos impôs nesta quinta-feira, 30, novas sanções contra mais de 20 entidades e indivíduos russos e ucranianos, entre eles vários colaboradores do ex-presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, em razão das ações da Rússia no leste ucraniano.

"Estas ações ressaltam os esforços da Administração do presidente americano, Barack Obama, de pressionar a Rússia por violar a lei internacional e alimentar o conflito no leste da Ucrânia", afirmou em nota John E. Smith, diretor do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro.

Além dos colaboradores de Yanukovich, são alvos dessas ações 15 empresas e pessoas que trabalham no setor de defesa e armamentos na Rússia por terem ajudado a evitar sanções prévias e minar o processo democrático na Ucrânia.

Também aparece na nova lista o nome de Boris Rotenberg, empresário e aliado próximo do presidente russo, Vladimir Putin, cinco operadores portuários e uma companhia de ferry da Crimeia.

"Nossa mensagem é clara: continuaremos atuando para assegurar a efetividade de nossas sanções, que não serão suspensas até que os Acordos de Minsk sejam totalmente aplicados", acrescentou Smith.

Os Acordos de Minsk, assinados em fevereiro, marcavam o final dos enfrentamentos violentos nas regiões do leste da Ucrânia e estabeleciam um cessar-fogo entre os rebeldes pró-russos e as forças de Kiev.

Segundo os últimos dados da ONU, cerca de 6.500 pessoas, entre combatentes e civis, morreram no leste da Ucrânia em 15 meses de conflito entre os separatistas pró-Rússia e o exército ucraniano. /EFE

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