EUA analisam punições contra a Autoridade Palestina

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e seus assessores de política externa, convencidos de que a Autoridade Palestina tentou comprar armas do Irã, reuniram-se nesta sexta-feira para analisar alguma punição que poderia incluir o corte das relações com a Autoridade Palestina. Mas o secretário de Estado, Colin Powell, e outros funcionários da chancelaria aconselhavam um tratamento diferente da situação. De acordo com uma fonte do alto escalão do governo norte-americano, o grupo mais moderado sugeriu uma exigência para que o líder palestino Yasser Arafat garantisse ações mais rígidas contra o terrorismo e depois o governo pensaria em voltar a participar dos esforços de paz. Contrários a este ponto de vista e favoráveis ao corte das relações estão o vice-presidente, Dick Cheney, e oficiais do Pentágono, disse a fonte, sob a costumeira condição de anonimato. O Congresso dos EUA também parecia dividido com relação a qual caminho tomar. Numa reunião a portas fechadas na Casa Branca, Bush e sua equipe de segurança nacional discutiam diversas opções, entre as quais estavam o fechamento dos escritórios da Autoridade Palestina em Washington, a suspensão da missão mediadora de Anthony Zinni e a inclusão da força de segurança pessoal de Arafat na lista de grupos terroristas divulgada unilateralmente pela Casa Branca, disseram diversas fontes do governo.

Agencia Estado,

25 Janeiro 2002 | 17h46

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