Andrew Harnik / POOL / AFP
Andrew Harnik / POOL / AFP

EUA anunciam que Opas irá investigar o programa Mais Médicos

País havia condicionado aporte à Organização Pan-Americana de Saúde à avaliação do Mais Médicos

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2020 | 03h22

WASHINGTON - O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Mike Pompeo, anunciou nesta quarta-feira, 15, que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) irá investigar a contratação de médicos cubanos enviados ao Brasil.

Os Estados Unidos haviam ameaçado que só manteriam seu aporte financeiro à Opas, o equivalente a mais da metade do orçamento da organização, quando uma comissão independente fosse criada para avaliar o programa de envio de médicos cubanos.

"O governo dos Estados Unidos comemora a decisão da Opas de iniciar uma investigação independente para revisar seu papel no programa Mais Médicos", informou Pompeo.

Em abril, a diretora da Opas, Clarissa Etienne, revelou à imprensa que cerca de 60% do financiamento da organização é oriunda dos Estados Unidos, um aporte que classificou de "fundamental".

A AFP enviou um pedido à Opas para confirmar o início da investigação.

Mais de 8.000 médicos cubanos participaram de 2013 a 2018 do "Mais Médicos", um programa criado para atender regiões pobres e zonas rurais do Brasil, em convênio com a Opas.

A venda de serviços médicos é a principal fonte de renda de Cuba, que em 2018 recebeu 6,3 bilhões de dólares por missões em todo mundo, segundo números oficiais.

Em meados de junho, Pompeo exigiu da Opas, o escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prestasse contas por "explorar" médicos cubanos no Brasil.

A Opas "precisa explicar como chegou a enviar 1,3 bilhão de dólares ao assassino regime de (Fidel) Castro" e "por que não buscou a aprovação do Comitê Executivo para participar deste programa", criticou na época Pompeo./AFP

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