EUA anunciam acordo com China para ampliar validade de vistos

Governo americano quer melhorar comércio e laços empresariais com Pequim, anunciou a Casa Branca; acordo entra em vigor dia 12

O Estado de S. Paulo

10 de novembro de 2014 | 12h04

PEQUIM - China e Estados Unidos concordaram em ampliar significativamente os termos para vistos de viagem, disse nesta segunda-feira, 10, o presidente americano, Barack Obama, em Pequim. A medida, segundo ele, melhoraria o comércio e os laços empresariais entre as duas maiores economias do mundo.

Sob o acordo, que entrará em vigor dia 12, os países estenderão os termos de diversos vistos de entrada para viagens de turismo ou negócios de um para para 10 anos, disse a Casa Branca em um comunicado que complementou as declarações do presidente. Vistos de estudante serão ampliados de um para cinco anos.

"Como resultado desse arranjo, os EUA esperam dar boas-vindas à crescente participação de viajantes chineses aptos, injetar bilhões (de dólares) na economia dos EUA e criar demanda suficiente para dar apoio a centenas de milhares de empregos adicionais nos EUA", informou a Casa Branca.

Obama fez o anúncio a líderes empresariais durante o Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, após chegar a Pequim para o primeiro dia de uma viagem pela Ásia.

A extensão de alguns vistos para cidadãos chineses para 10 anos se equipara ao que é atualmente permitido para cidadãos de países com relações mais próximas com os EUA, como nações da Europa e o Brasil.

Um representante dos EUA disse que o acordo para vistos permitiria que o país acesse o crescente mercado de turistas chineses viajando pelo mundo. Os EUA agora atraem apenas 2% do turismo chinês. "Vemos isso como uma verdadeira vitória", disse o representante, estimando que os EUA poderiam ganhar 440 mil empregos até 2021 e receber uma infusão anual de US$ 85 bilhões na economia como resultado da nova política.

Também será mais fácil para investidores e empresários chineses se envolverem em projetos nos EUA. Um outro representante do governo americano disse que o benefício político "lidaria com algumas das principais fontes de desconfiança e concorrência no cerne da relação EUA-China."

Viajantes chineses há tempos reclamavam sobre as amplas filas de esperas para conseguir o visto americano, embora os EUA tenham dito que houve progresso significativo. /REUTERS

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