Andrew Harnik/AP
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EUA anunciam novas medidas para aliviar sanções econômicas impostas a Cuba

Departamentos do Tesouro e de Comércio americanos informaram a remoção de restrições em exportações e viagens à ilha 

O Estado de S. Paulo

26 Janeiro 2016 | 14h36

WASHINGTON - Os Estados Unidos informaram nesta terça-feira, 26, que vão aliviar mais restrições ao regime de sanções contra Cuba envolvendo exportações e autorização de viagens aéreas, no marco da aproximação bilateral iniciada há pouco mais de um ano. 

Em comunicado conjunto, os departamentos de Tesouro e de Comércio anunciaram novas emendas ao regime de sanções associado ao embargo econômico imposto à ilha. "Essas alterações removerão restrições sobre condições de pagamento e financiamento para exportações autorizadas e re-exportações para Cuba para itens que não sejam agrícolas ou commodities".

As mudanças facilitarão viagens a Cuba ao permitir espaços bloqueados, compartilhamento de códigos e acordos de locação com linhas aéreas cubanas, informou.

O secretário do Tesouro, Jack Lew, ressaltou no comunicado que as ações, da mesma forma que as que foram sendo tomadas durante o último ano, "enviam uma clara mensagem ao mundo: que os EUA se comprometeram a potencializar e permitir avanços econômicos para o povo cubano". "Continuaremos tomando as medidas necessárias para ajudar o povo cubano a alcançar a liberdade política e econômica que merece."

Em dezembro do ano passado, no primeiro aniversário do início da aproximação bilateral entre Washington e Havana, os dois países anunciaram um acordo para restabelecer os voos regulares diretos.

No entanto, ainda passarão vários meses até que as companhias aéreas americanas possam começar a vender passagens a Cuba. Também não será imediato o restabelecimento do serviço postal direto - anunciado em dezembro - que começará através de um plano piloto de transporte de correio e miudezas.

Pendências. Entre os temas mais complicados que faltam ser resolvidos para a normalização completa está o das compensações econômicas mútuas pelos bens naturalizados a americanos após o triunfo da Revolução Cubana e pelos danos derivados do embargo econômico que reivindica a ilha.

Em relação ao embargo, embora o presidente Barack Obama tenha tomado medidas executivas para flexibilizar as viagens e algumas transações comerciais, sua suspensão completa depende do Congresso dos EUA, controlado hoje pelos republicanos, contrários ao fim do embargo.

Durante seu último discurso do Estado da União, no dia 12 de janeiro, Obama instou de novo o Congresso a reconhecer que "a Guerra Fria terminou" com a suspensão do embargo a Cuba. O governo americano espera agora mais ações da parte do regime cubano para programar uma possível visita de Obama à ilha este ano. /EFE e REUTERS

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