EUA anunciam novas sanções ao Irã por programa nuclear

A Casa Branca anunciou ontem novas sanções sobre os setores petroquímico e de energia do Irã e punições a um banco chinês e outro iraquiano que realizaram negócios com instituições iranianas. As medidas foram divulgadas dois dias depois de o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, ter qualificado as atuais sanções como inúteis como meio de pressionar Teerã a mudar seu programa nuclear.

DENISE CHRISPIM MARIN , CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2012 | 03h07

Ao desembarcar ontem em Israel, o secretário americano de Defesa, Leon Panetta, afirmou não ter como objetivo discutir um potencial plano de ataque com as autoridades israelenses. No dia anterior, na Tunísia, Panetta contrariara Netanyahu, por meio da imprensa. "Essas sanções estão causando sério efeito em termos da economia do Irã, apesar de os resultados não poderem ser vistos de forma óbvia neste momento. Precisamos continuar a pressionar o Irã", afirmou Panetta. Na noite de ontem, o secretário de Defesa reuniu-se com seu colega israelense, Ehud Barak.

Por meio de comunicado, o presidente dos EUA, Barak Obama, afirmou ontem estar também comprometido com uma "solução diplomática", na qual o Irã volte a cumprir com suas obrigações internacionais no âmbito da energia nuclear. Isso significa o abandono do programa de enriquecimento de urânio e a abertura de suas instalações aos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

As novas sanções ao setor de energia fecham brechas de retaliações já vigentes sobre os mecanismos de pagamento das importações de petróleo e derivados do Irã. Na área petroquímica, as sanções envolvem a exportação desses produtos.

Tornam-se alvos de sanção as operações individuais ou de entidades de venda de materiais às companhias iranianas de petróleo e gasolina e ao Banco Central do país, além de qualquer tentativa de Teerã de adquirir metais preciosos ou títulos bancários americanos.

As instituições sancionadas ontem pelo Departamento do Tesouro foram o Banco de Kunlun, da China, e o Banco Islâmico Elaf, do Iraque. Ambos serão proibidos de manter subsidiárias ou sucursais nos EUA.

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