AP Photo/Susan Walsh
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EUA anunciam novas sanções contra russos por interferência em eleição e ciberataques

Departamento de Tesouro americano diz que 19 cidadãos russos e 5 grupos foram punidos por 'atividades cibernéticas maliciosas'; secretário Steve Mnuchin informou que sanções contra funcionários do governo russo e oligarcas estão em fase de planejamento

O Estado de S.Paulo

15 Março 2018 | 11h53

WASHINGTON - O Departamento de Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira, 15, sanções contra 19 cidadãos russos e 5 grupos por atividades cibernéticas maliciosas, incluindo ações para interferir na eleição presidencial americana de 2016.

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"A administração está confrontando e combatendo atividades cibernéticas malignas da Rússia, incluindo a tentativa de interferência nas eleições americanas, ciberataques destrutivos e intrusões que têm como alvo infraestrutura crítica", informou o secretário de Tesouro, Steve Mnuchin, em comunicado.

Mnuchin disse também que sanções adicionais contra funcionários do governo russo e oligarcas do país europeu estão em fase de planejamento.

As penalizações são as primeiras a fazerem uso dos novos poderes aprovados pelo Congresso americano no ano passado para punir Moscou pela possível interferência na votação. Os alvos incluem empregados da agência russa de inteligência militar (GRU, em russo).

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O Tesouro americano diz que a GRU e os militares russos interferiram na votação presidencial de 2016 e foram "diretamente responsáveis" pelo ciberataque NotPetya, que atingiu milhares de companhias na Europa em junho.

Entre os cidadãos sancionados então 13 nomes que foram indiciados recentemente pelo procurador especial Robert Mueller, que investiga o suposto conluio de Trump com a Rússia. 

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As agências de inteligência dos EUA concluíram que a Rússia interferiu na eleição presidencial de 2016 com ataques de hackers e propagandas, um esforço que eventualmente incluiu tentativas de favorecer o republicano Donald Trump. A Rússia nega que tenha tomado medidas para influenciar na votação americana. / AP e REUTERS

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