EUA anunciam prisão de um dos dirigentes da Al-Qaeda

Funcionários americanos afirmaram, nesta segunda-feira, que soldados dos EUA capturaram na semana passada e mantinham sob custódia o palestino nascido na Arábia Saudita Abu Zubeida, um dos principais líderes da organização terrorista Al-Qaeda.Apontado como um dos principais colaboradores do terrorista saudita Osama bin Laden, Zubeida teria sido preso no Paquistão durante blitzen da polícia paquistanesa nas cidades de Faisalabad, Lahore e Multan.Baleado na perna, ele foi entregue às autoridades americanas com outros 40 suspeitos de integrarem a rede Al-Qaeda. "Não estamos ainda cem por cento seguros, mas parece que um dos presos é mesmo a pessoa conhecida como Abu Zubeida", declarou um dos funcionários, que pediu para não ter o nome revelado.Em Washington, no entanto, o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, recusou-se a fazer qualquer comentário sobre a suposta prisão. "Não tenho nada a falar sobre isso e neste momento não seria útil fazer comentários", declarou Rumsfeld, durante entrevista coletiva.Caso a detenção de Zubeida seja confirmada, se tratará do mais alto dirigente da Al-Qaeda capturado pelas tropas americanas desde o início da campanha militar no Afeganistão, em outubro. As agências de inteligência dos EUA e de outros países ocidentais envolvem diretamente Zubeida nos ataques de 11 de setembro e o consideram o seguidor de Bin Laden mais habilitado para sucedê-lo na máxima liderança da Al-Qaeda."Há informações inequívocas de que Zubeida tem conhecimento de planos para futuros ataques contra os EUA e seus aliados e se empenha em recrutar seguidores que levem esses planos adiante", disse um funcionário americano.Bin Laden, o homem mais procurado pelas forças americanas, não faz nenhuma aparição pública desde dezembro. Há suspeitas de que ele tenha escapado das montanhas do leste do Afeganistão para as áreas tribais paquistanesas, onde estaria sob a proteção de líderes locais.Já o líder do movimento fundamentalista islâmico Taleban, mulá Mohammed Omar - também caçado pelos americanos -, enviou um fax à emissora de TV do Catar Al-Jazira, no qual afirma que a jihad (guerra santa) contra os EUA "seguirá sem trégua". No mesmo comunicado, Omar acusa Washington de apoiar "o terrorismo judeu contra o povo muçulmano palestino".Leia o especial

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