AFP PHOTO / Yamil LAGE
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EUA anunciam restrições a viagens e remessas para Cuba

Governo americano afirmou também que ativará em maio norma que permite acionar em tribunais americanos empresas estrangeiras presentes na ilha que gerenciam bens confiscados de cubanos após a revolução

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2019 | 16h45

MIAMI - Os Estados Unidos voltarão a limitar as viagens e as remessas em dinheiro a Cuba, anunciou nesta quarta-feira, 17, o assessor de segurança nacional da presidência, John Bolton, ao reverter a política de abertura adotada pelo governo anterior.

"O Departamento do Tesouro implementará mudanças regulatórias para restringir as viagens não familiares a Cuba", disse Bolton em um almoço em Miami aos veteranos da fracassada invasão da Baía dos Porcos em 1961. "Também vamos anunciar novos limites para as remessas a Cuba". "Essas novas medidas ajudarão a tirar os dólares americanos do regime cubano", disse Bolton. 

Poucas horas antes, o governo de Donald Trump anunciou em Washington que ativará em maio uma norma que permite acionar judicialmente em tribunais americanos empresas estrangeiras presentes em Cuba que gerenciam bens confiscados de cubanos após a revolução. 

Não existem cifras oficiais, mas estima-se que as remessas são a segunda fonte de renda da ilha, depois da exportação de serviços médicos. De acordo com a Havana Consulting Group, cerca de 70% dos cubanos recebem remessas. 

As viagens de cidadãos americanos a Cuba que não têm o objetivo de visitar parentes eram proibidas até o presidente anterior, Barack Obama, descongelar as relações com Havana em dezembro de 2014. 

Depois dessa abertura, os EUA permitiram a seus cidadãos fazer visitas à ilha dentro de 12 categorias que incluem, por exemplo, contatos culturais ou profissionais, que na prática eram eufemismos para visitas turísticas. 

A medida abriu um leque de ofertas de cruzeiros e linhas aéreas que, com campanhas publicitárias, começaram nesse período a fazer viagens a Cuba pela primeira vez em mais de meio século. / W. Post e AFP 

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