AFP PHOTO / HECTOR RETAMAL
AFP PHOTO / HECTOR RETAMAL

EUA anunciarão novas sanções contra Rússia por crise síria

Embaixadora do país na ONU diz que secretário de Tesouro confirmará medidas na segunda-feira contra 'empresas que se ocupam de equipamentos vinculados a Assad'; presidente francês, Emmanuel Macron, diz que convenceu Trump a manter soldados na Síria

O Estado de S.Paulo

15 Abril 2018 | 19h57

WASHINGTON - Os Estados Unidos anunciarão na segunda-feira novas sanções contra a Rússia relacionadas ao suposto uso de armas químicas por parte das tropas do governo sírio, apoiado política e militarmente por Moscou, disse neste domingo, 15, a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley.

Efeito de sanções na Rússia ajuda a elevar tensão entre rivais

Os Estados Unidos já tomaram diversas medidas punitivas contra o "mau comportamento" da Rússia em uma série de casos, declarou Haley ao canal Fox News, recordando a expulsão de 60 "espiões russos" em resposta ao ataque com um agente neurotóxico no Reino Unido contra um ex-espião russo e as recentes sanções contra "oligarcas" próximos ao Kremlin.

Haley advertiu que haverá novas sanções, que serão reveladas na segunda-feira. Em outro programa, "Face The Nation", da emissora de televisão CBS, Haley foi questionada se Washington tomaria mais medidas contra o apoio ao presidente sírio, Bashar Assad, por Rússia e Irã, ao que respondeu: "absolutamente". "Verão que as sanções russas vão chegar", advertiu.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steve Mnuchin, "as anunciará na segunda-feira (...) e apontarão diretamente para todo tipo de empresas que se ocupam de equipamentos vinculados a Assad e à utilização de armas químicas" na Síria, acrescentou.

Relações diplomáticas entre EUA e Rússia: as expulsões de representantes ao longo dos anos

Investigadores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) começaram a analisar neste domingo o suposto ataque químico de 7 de abril que matou dezenas de pessoas em Duma, perto de Damasco, que motivou o bombardeio com mísseis contra o governo sírio por parte de Estados Unidos, França e Reino Unido.

Soldados

Em entrevista transmitida pela emissora BFM TV, pela rádio RMC e por mídia online, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse neste domingo que "convenceu" o presidente americano, Donald Trump, a "permanecer em longo prazo" na Síria.

"Há 10 dias o presidente Trump dizia que os Estados Unidos considerava deixar a Síria (...), o convencemos de que era necessário permanecer no longo prazo", declarou Mácron.

O presidente francês também declarou que os bombardeios realizados na Síria não foram uma declaração de guerra contra o regime de Bashar Assad e defendeu a "legitimidade" dos bombardeios contra os três alvos ligados ao programa de armamento químico.

EUA, Canadá, Europa e Austrália isolam Putin e expulsam 116 diplomatas

“Temos total legitimidade internacional para agir nesse contexto”, disse Macron. “Temos três membros do Conselho de Segurança (das Nações Unidas) que intervieram”, afirmou. / AFP e REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.