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EUA apóiam reforma em proposta saudita para paz com Israel

Os Estados Unidos apóiam timidamente o Estado de Israel no incentivo pela reformulação do tratado de paz, disseram líderes árabes nesta quinta-feira, 22. Apresentado pela Arábia Saudita em 2002, o plano tem o objetivo de pôr fim a décadas de guerra no Oriente Médio. Israel rechaçou o plano logo quando ele foi proposto. Porém, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, definiu, nesta quinta-feira que um acordo poderia dar uma "base conveniente" para a retomada do diálogo com os países árabes. "A iniciativa saudita é interessante e tem muitos pontos que poderiam ser aceitos", disse Olmert. "Mas nem todos", concluiu. A Liga Árabe deverá retomar a proposta em uma reunião prevista para o fim deste mês em Riad, na Arábia Saudita. Antes disso, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, deverá se reunir com líderes da região.O plano, criado em 2002 pelo rei Abdullah da Arábia Saudita, prevê o pleno reconhecimento do Estado de Israel e a paz permanente entre todos os países árabes em troca da retirada completa de todo o contingente militar de Israel de todos os territórios árabes ocupados, inclusive Jerusalém Oriental.Os chefes de Estado da Arábia Saudita e do Egito afirmaram que as exigência não devem mudar. O vice-presidente da Síria, Farouk al-Sharaa, tem viajado por países aliados para incentivar que o acordo não seja modificado.Contudo, o rei Abdullah II, da Jordânia, um ponto-chave para as negociações de paz, tem anunciado que busca "um consenso no andamento do processo de paz" - posição que tem sido avaliada como um sinal de flexibilidade a favor dos pedidos israelenses.SoluçõesTrês diplomatas árabes, os quais não quiseram ter suas identidades reveladas, defendem que Washington (e o quarteto de mediadores do Oriente Médio, formado também por Rússia, União Européia e ONU) tem pressionado para soluções dos dois grupos, mas falha em delimitar o Estado palestino que propõe criar.Na última quarta-feira, o assistente do secretário de Estado americano, David Welch, disse que Washington analisaria a fundo qualquer decisão tomada pelos líderes em Riad.Welch esteve no Cairo para diálogo com o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, como parte de uma viagem pela região para discutir os pontos de vista de Washington nos encontros.Diplomatas árabes afirmaram que Israel considera a idéia de que a discussão sobre os refugiados palestinos poderia ser realizada em um âmbito maior, para incluir, também, refugiados do Iraque e do Sudão.Alguns líderes árabes esperam um "contraproposta" de Israel. "Nós esperamos uma proposta de Israel", diz Moussa. "Ninguém está falando sobre mandar cinco milhões de palestinos para casa, mas aceitar somente um dos lados em uma negociação é um enorme erro estratégico."

Agencia Estado,

22 de março de 2007 | 15h05

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