EUA apoiarão Plano Colômbia na fronteira com Equador

Os EUA darão apoio logístico aos militares equatorianos na luta contra guerrilheiros e narcotraficantes na região da fronteira entre Equador e Colômbia, anunciou nesta quarta-feira o presidente Lucio Gutiérrez. Diferentemente do que ocorre na base aérea de Manta, no litoral equatoriano, onde os EUA têm pessoal militar - embora não mais do que meia centena de soldados -, na fronteira com a Colômbia a participação será "apenas com equipamentos militares, em apoio ao Plano Colômbia", disse o presidente do Equador. O governante qualificou a intervenção americana na zona fronteiriça "como uma continuação do apoio tradicional" que os EUA têm dado às forças militares equatorianas, e que agora consistiria no treinamento, em quartéis americanos, para a luta contra as drogas, e técnicas para enfrentar movimentos irregulares. Para o Plano Colômbia, "o apoio vai ser unicamente em equipamentos militares, de comunicação e também equipamentos para mobilização", explicou Gutiérrez. "Portanto, não haverá soldados (americanos) que apóiem a atividade de segurança que nosso país desenvolve na fronteira". EUA e Equador assinaram, em 2000, um acordo de 10 anos para o uso das instalações de Manta, exclusivamente em trabalhos de interdição marítima e aérea do tráfico de drogas. O anunciado apoio aos militares na fronteira parece expandir essa missão em direção aos grupos armados. Na Colômbia, desde o ano passado os recursos militares e financeiros americanos para a luta antidrogas podem também ser usados para o combate aos três grupos armados que lutam contra o governo do país.Falando à imprensa no terceiro e último dia de sua visita a Washington, Gutiérrez disse que as operações americanas em Manta prosseguirão, como até agora, limitadas ao narcotráfico.

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