EUA aprovam acordo entre rebeldes e governo do Nepal

O Departamento de Estado americano aprovou nesta quarta-feira o acordo selado entre o primeiro-ministro do Nepal e os rebeldes comunistas maoístas. O acordo, fechado na terça-feira, propõe que os rebeldes entreguem suas armas, que ficarão trancadas e sob supervisão da ONU durante as eleições que ocorrem no país no ano que vem. Após mais de 16 horas de negociações, os comunistas concordaram em isolar suas armas e confinar seus guerrilheiros, estimados em 35 mil pelos líderes do movimento rebelde. O acordo prevê que as armas sejam trancadas e a chave dos cadeados ficarem em posse dos revolucionários, visando garantir a paz durante as eleições de 2007. Se as armas forem reavidas, um alarme soará denunciando o ocorrido. "Esperamos que este acordo seja um importante passo para estabelecer a paz duradoura e um sistema de governo transparente e democrático," disse o porta-voz do departamento de Estado Gonzalo R. Gallegos. Para ele, o sucesso do acordo, no entanto, dependerá dos detalhes de sua implementação. "Vamos monitorar todos os desenvolvimentos e comunicarmos continuamente com o governo." O primeiro-ministro Koirala acredita que os Maoistas vão largar permanentemente as armas e aderirem à política pacífica. Noemado pelo Rei do Nepal em abril deste ano, após levantes populares que forçaram uma abertura política que permite a inserção de vários partidos, Koriala afirma que "este é uma nova solução revolucionária para os problemas do país." Prachanda, líder rebelde maoista, também enalteceu o acordo, apesar de avisar que "o caminho à frente é árduo." Mais de 13 mil pessoas morreram envolvidas na luta por um regime comunista na última década no Nepal.

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