EUA aprovam ofensiva de Israel, diz jornal "Ha´aretz"

Os Estados Unidos, cuja secretária de Estado, Condoleezza Rice, inicia na segunda-feira uma viagem a Israel, aprovam as ofensivas contra a milícia xiita Hisbolá por mais uma semana, afirma o jornal israelense "Ha´aretz". Segundo o "Ha´aretz", Rice viajará duas vezes a Israel nos próximo oito dias, sendo que a segunda visita acontecerá no próximo domingo, dia 30, quando será anunciado o cessar-fogo. A secretária de Estado americana se reunirá amanhã com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, com seu colega, Tzipi Livni, e com o ministro de Defesa do Estado judeu, Amir Peretz, que ordenou às autoridades militares o prosseguimento das operações no Líbano.De acordo com a imprensa, políticos e diplomatas, o Governo de Olmert não espera mudanças na posição de Washington, que acredita que o cessar-fogo tem de garantir a neutralização do Hisbolá e o estabelecimento do Exército libanês na fronteira com Israel. Estas exigências, que são compartilhadas pelos Governos de Olmert e do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, coincidem com a resolução 1559, aprovada em 2000 pelo Conselho de Segurança da ONU, após a retirada do Exército israelense do território libanês, onde ocupava uma "faixa de segurança" para impedir os ataques do Hisbolá.Egito e Arábia Saudita, que criticaram a milícia xiita por seqüestrar dois soldados israelenses, participarão dos esforços diplomáticos para conseguir o cessar-fogo. Rice, que também deve reunir-se na segunda com Mahmoud Abbas,presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), participará na próxima quarta-feira, em Roma, de uma conferência com representantes da ONU, de Estados árabes e de Israel.A secretária de Estado americana voltará ao Estado judeu dentro de uma semana, depois de participar da conferência asiática da Malásia. Os objetivos de Rice são formular um acordo sobre o fim das hostilidades no Líbano e o envio de uma força internacional, talvez de dez mil efetivos, que garanta o cumprimento da resolução 1559 da ONU, iniciativa de seu secretário-geral, Kofi Annan. O jornal "Maariv", de Tel Aviv, informa neste domingo em sua matéria de capa que a ONU propõe agora a criação de uma faixa desmilitarizada de 20 quilômetros no sul do território libanês. O representante da ONU Terje Roed-Larsen afirmou no sábado que os milicianos do Hisbolá não poderão voltar a estabelecer-se no sul do Líbano uma vez alcançado o cessar-fogo.

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