EUA aprovam redução de restrições contra Cuba

Senado aprovou projeto de lei que relaxa limites a viagens e remessas de dinheiro a ilha comunista.

BBC Brasil, BBC

11 de março de 2009 | 07h27

O Senado americano aprovou um projeto de lei que ameniza as restrições contra Cuba impostas pelo governo de George W. Bush em 2004. A emenda relaxa restrições a frequência de viagens e ao tempo de estadia de cubano-americanos na ilha, assim como ao valor das remessas enviadas dos Estados Unidos a parentes em Cuba. Além disso, o Senado concordou ainda que sanções que limitam o envio de comida e remédios ao país também devem ser amenizadas. O presidente americano, Barack Obama, deve assinar a lei nesta quarta-feira. Apesar da diminuição nas restrições, Obama afirmou que o fim do embargo total só ocorrerá se Cuba fizer reformas significativas, como a realização de eleições democráticas. Segundo o correspondente da BBC em Havana Michael Voss, as autoridades cubanas consideram a diminuição das restrições uma questão interna do governo americano e não um relaxamento de décadas de embargo. Ele comenta que a notícia sobre a aprovação pelo Senado da emenda constitucional sobre as restrições não recebeu destaque na televisão estatal cubana. Apesar disso, para centenas de milhares de cubanos, a possibilidade de ver os parentes que moram nos Estados Unidos com mais frequência será uma medida popular, assim como a decisão que ameniza as restrições sobre a quantidade de dinheiro que eles podem gastar na ilha e enviar aos parentes cubanos. Mais de um milhão de cubano-americanos são residentes nos Estados Unidos e as remessas enviadas por eles oferecem uma ajuda importante aos parentes que moram em Cuba, onde o salário médio é de cerca de US$20 por mês. A aprovação da emenda no Senado é a primeira indicação de que o governo de Obama está tomando medidas mais reconciliatórias com o vizinho comunista, o que pode sinalizar mais mudanças na política externa. O presidente cubano, Raúl Castro, já repetiu diversas vezes que está preparado para negociar diretamente com o novo governo dos Estados Unidos em Washington, contanto que não sejam impostos pré-requisitos para o encontro. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.