EUA apuram morte de prisioneiros no Iraque e Afeganistão

Vinte e cinco prisioneiros morreram sob custódia das forças americanas no Iraque e no Afeganistão, informaram oficiais do Exército dos EUA. Um soldado americano foi condenado por ter matado a tiros um preso iraquiano que havia jogado uma pedra contra ele. Outro prisioneiro foi morto na prisão de Abu Ghraib por um autônomo que trabalhava para a CIA e um terceiro foi morto durante tentativa de fuga.O secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, anunciou que serão completamente esclarecidas as acusações de abusos contra prisioneiros iraquianos na prisão de Abu Ghraib. Fontes militares revelaram que um soldado foi o primeiro a informar o Pentágono, em 13 de janeiro, de que militares americanos estavam cometendo maus-tratos contra presos iraquianos. Os abusos somente foram revelados após a TV CBS divulgar no dia 28 de abril fotos de presos sendo torturados e humilhados.Seis oficiais americanos receberam advertência por escrito, iniciando um processo de expulsão do Exército. Um sétimo recebeu uma advertência de menor grau, mas todos apresentarão apelações, alegando ter recebido ordens. m um informe publicado pela imprensa americana, o Exército reconheceu os maus-tratos entre outubro e dezembro de 2003. Segundo o informe, soldados "golpearam", "pularam sobre os pés descalços" dos prisioneiros, usaram ?cães sem focinheira para ameaçar os detidos", "sodomizaram um preso" e "ameaçaram os presos masculinos de violá-los sexualmente".

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