EUA assinam acordo com a ONU sobre papel no Haiti

Acordo concede função de apoio aos militares do EUA e mantém comando do país no espaço aéreo haitiano

AE-AP, Agencia Estado

22 de janeiro de 2010 | 21h12

Autoridades norte-americanas dizem que um novo acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) dá formalmente aos militares dos Estados Unidos um papel de apoio nas ações humanitárias no Haiti, mas mantém o país no comando do espaço aéreo, portos e estradas da nação caribenha.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, disse que o acordo de duas páginas assinado na sexta-feira no Haiti "formaliza o trabalho de relacionamento" e assegura a continuidade da cooperação.

As tropas norte-americanas vão permanecer sob seu próprio comando, mas as autoridades dos Estados Unidos vão estabelecer um força tarefa para dar apoio aos esforços humanitários internacionais.

A força policial haitiana, com o apoio de 1.650 capacetes azuis da ONU, mantém a responsabilidade por manter a lei e a ordem no país.

Diplomatas, trabalhadores humanitários e funcionários da ONU reclamaram sobre os atritos entre os militares norte-americanos e a ONU logo depois do terremoto de 12 de janeiro.

 

Conferência

 

O Canadá afirmou nesta sexta-feira, 22, que um dos objetivos da conferência internacional sobre o Haiti, no próximo dia 25, é conseguir uma melhor coordenação da entrega da ajuda humanitária a população.

 

O Ministro de Assuntos Exteriores canadense, Lawrence Cannon, que presidirá a reunião de ministros e

 

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organizações internacionais, afirmou durante uma coletiva de imprensa por telefone que "uma melhor coordenação entre os países e com a Onu e as ONGs" é almejada.

 

Os esforços para entregar ajuda humanitária às vítimas do terremoto do dia 12 foram rechaçados na última semana por críticas francesas ao controle dos Estados Unidos sobre os envios, assim como à lentidão com que alimentos, água e remédios estão chegando à população.

 

São esperados na conferência de Montreal os responsáveis da pasta de Assuntos Exteriores dos Estados Unidos, França, Brasil, México e Argentina, entre outros países, assim como secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.

 

A reunião no Canadá também preparará a agenda de uma futura cúpula de líderes que podem aprovar um "Plano Marshall" para a reconstrução do Haiti, o país mais

 

 

 

 

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