EUA: atirador do templo sikh se matou, diz FBI

O atirador que matou seis pessoas em um templo sikh nos Estados Unidos morreu de uma ferida auto infligida na cabeça, após ter levado tiros da polícia, anunciou nesta quarta-feira o FBI, polícia federal dos Estados Unidos. A agente especial do FBI que cuida do caso, Teresa Carlson, disse que os investigadores ainda não "definiram claramente um motivo" para a matança que aconteceu no domingo no templo sikh no Estado do Wisconsin.

AE, Agência Estado

08 de agosto de 2012 | 15h17

O atirador foi identificado como Wade Michael Page, de 40 anos, ex-militar e integrante de uma banda neonazista. O FBI classificou a tragédia como um ato de terrorismo doméstico. Rajwant Singh, chefe do Conselho Sikh sobre Religião e Educação, disse que apesar de Page estar morto, outros grupos que pregam a supremacia branca podem ter intenções semelhantes. "Nossa preocupação é: como lidamos com esses grupos de ódio que operam às escondidas?", disse Singh.

Carlson disse que o FBI não havia aberto qualquer investigação sobre Page antes do ataque. Os frequentadores do templo disseram que o local nunca havia recebido uma ameaça e Page nunca foi visto lá. "Nós apenas precisamos chegar ao fundo dos motivos que levaram ele a fazer aquilo", disse Amadeep Singh, executivo da Coalizão Sikh, grupo de defesa da comunidade sikh nos EUA baseado em Nova York. "É importante saber porque eles perderam suas vidas", disse.

Page invadiu o templo armado na manhã de domingo, pouco após às 10h, e abriu fogo com uma pistola de calibre 9. Entre os mortos está o presidente do templo, Satwant Singh Kaleka, que levou um tiro enquanto tentava conter o agressor com uma faca de manteiga. Page ainda conseguiu ferir a tiros um policial no estacionamento antes de levar um tiro de outro oficial que atendeu a ocorrência.

A organização não governamental Southern Poverty Law Center, que defende os direitos civis dos imigrantes e mais pobres nos EUA, disse que Pega era um "neonazista frustrado" que participou da cena musical do White Power, tocando em bandas que se chamavam Definite Hate e End Apathy (Ódio definitivo e Fim da apatia, em tradução livre).

Os investigadores concluem que Page estava motivado pela ideologia racista. Rajwant Singh diz que mesmo que Page esteja morto, outros indivíduos supremacistas brancos e grupos neonazistas podem nutrir intenções semelhantes. "Nossa preocupação é como lidamos com esses grupos, que operam no submundo e no escuro?", questiona Singh.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.