Michael Nelson/EFE
Michael Nelson/EFE

EUA: atirador mata um, fere sete e paralisa aeroporto de Los Angeles

Homem identificado como Paul Ciancia, de 23 anos, teria agido sozinho ao abrir fogo diante de local onde é realizada revista de passageiros

O Estado de S. Paulo

01 de novembro de 2013 | 22h44

LOS ANGELES - Um homem abriu fogo com um fuzil de assalto no Aeroporto de Los Angeles, o terceiro mais movimentado do sistema aéreo dos EUA, deixando pelo menos uma pessoa morta e sete feridas. O ataque ocorreu no Terminal 3 de "LAX", como é conhecido o aeroporto, espalhando pânico entre passageiros, segundo testemunhas. Atingido por disparos da polícia, o atirador acabou preso.

Autoridades federais o identificaram como Paul Ciancia, de 23 anos, e disseram que ele agiu sozinho, por volta das 9h20 (15h20 em Brasília) de sexta-feira, 1º, um dos horários com maior movimento de passageiros. Ciancia tirou de uma sacola o fuzil e efetuou disparos em diferentes pontos do terminal, enquanto caminhava até começar a trocar tiros com equipes antiterror que ficam em LAX. Não estão claras suas motivações, tampouco seu atual estado de saúde.

Voos que estavam marcados para decolar de Los Angeles foram temporariamente suspensos e alguns cujo destino final era a cidade acabaram desviados. Autoridades pediram que passageiros que partiriam nesta sexta-feira, 1º, de LAX procurassem as companhias aéreas e não fossem ao aeroporto. Toda a região do terminal onde ocorreu o ataque foi isolada.

Policiais afirmaram que o atirador tinha um bilhete de viagem e o ataque teve início perto do local onde é realizada a revista dos passageiros. A pessoa que morreu era um funcionário da Administração de Segurança dos Transportes (TSA, em inglês), que estava examinando os cartões de embarque dos passageiros, segundo o New York Times.

Enquanto disparava com o fuzil, o agressor teria avançado em direção aos portões de embarque, após o controle com detectores de metal. Policiais conseguiram detê-lo diante de uma lanchonete.

Uma porta-voz do Ronald Reagan U.C.L.A. Medical Center, para onde seis feridos foram levados, afirmou que uma das vítimas estava em estado crítico e outras duas sofreram ferimentos por disparos, mas não corriam risco de morte. Sob ordens do Departamento de Justiça, o FBI assumiu a investigação do caso.

"Estava sentado e, do nada, escutei um estrondo no fundo e, segundos depois, vi pessoas correndo em minha direção", disse ao Los Angeles Times Vernon Cardenas, de 45 anos, morador da cidade que aguardava seu voo no Terminal 3.

O californiano Rich Garry, de 68 anos, disse ter testemunhado o momento em que o segurança do aeroporto foi atingido. "Escutei um disparo e, quando olhei para o piso abaixo, vi o agente da TSA no chão. Ele tinha levado um tiro", disse Garry.

A correspondente do Estadão em Washington, Claudia Trevisan, comenta o assunto. Veja o vídeo:

Abordagem. O chefe da polícia do aeroporto, Patrick Gannon, disse que o homem provavelmente agiu sozinho. Forças de segurança "ativamente abordaram" o agressor, que acabou preso após troca de tiros, disse Gannon.

"Estávamos na praça de alimentação e ouvimos um barulho forte. Pessoas vieram correndo e sendo derrubadas umas pelas outras", disse uma outra testemunha, Alex Neumann, à rede CNN. "'Caos' é a melhor forma de descrever o que eu vi."

Em uma entrevista coletiva, o prefeito de Los Angeles, o democrata Eric Garcetti, buscou tranquilizar a população, garantindo que as pessoas que tinham ficado no aeroporto ou chegado após o ataque estavam seguras.

"Se você não está conseguindo falar com um parente que estava no aeroporto, fique tranquilo pois ele pode simplesmente ter embarcado em um avião. Estamos falando com as famílias das pessoas feridas", disse Gracetti.

Por meio de um comunicado, a Casa Branca afirmou que o presidente Barack Obama havia sido informado por assessores de segurança sobre o ataque em LAX e estava acompanhando a situação. / LA TIMES E AP

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