EUA aumentam poder de bombas contra Bagdá

Os Estados Unidos estão utilizando bombas conhecidas como ?bunker-buster? para atingir alvos estratégicos em Bagdá. Duas dessas bombas foram lançadas no centro de comunicações de Bagdá, segundo o centro de comando no Catar. As bombas foram despejadas de um bombardeio B-2 e causaram destruição em uma grande área do centro de Bagdá.O impacto foi tão grande que o Pentágono esclareceu rapidamente que a maior bomba convencional do arsenal americana, a MOAB (sigla para mãe de todas as bombas), com nove toneladas, não foi utilizada no ataque ao centro de comando.Na guerra de propaganda, o governo iraquiano acusou os EUA de atingirem áreas residenciais em diferentes partes do país matando 75 pessoas e ferindo 290. O ministro da Informação iraquiano, Mohammed Saeed al-Sahhaf disse que as forças iraquianas destruíram 33 veículos americanos e britânicos. Segundo al-Sahhaf, 4 soldados da coalizão morreram nos ataques aos blindados.No fronte sul, forças americanas trocaram tiros de artilharia e de tanques com tropas iraquianas em Nasirya, em um confronto que causou incêndios em edifícios. Uma usina elétrica foi incendiada e uma fumaça negra tomou conta da cidade.Segundo o comando militar americano, quatro soldados da marinha americana estão desaparecidos. Os militares não divulgaram as identidades dos soldados.Um helicóptero de transportes deverá regressar a Nasirya. O CH-46 não conseguiu levar suprimentos e recolher os feridos ontem, atacado por combatentes iraquianos que lançaram granadas no aparelho.Em Basra, também no sul, forças paramilitares realizaram disparos de metralhadores e morteiros contra civis que tentavam fugir da cidade sitiada, segundo oficiais britânicos.Membros da 7ª tentavam neutralizar a milícia armada, evacuar a população e tratar os feridos dos ataques, segundo o coronel Ronnie McCourt, porta-voz das forças britânicas em combate no Iraque.Soldados da 101ª Divisão de Aerotransporte dos EUA, incluindo veteranos do Afeganistão, reforçam as tropas que combatem na região de Basra, Nasirya e Najaf. Os soldados são especializados em ataques a partir de helicópteros Black Hawk. Há 12 anos, a 101ª Divisão participou dos primeiros ataques da primeira guerra do Golfo Pérsico, segundo a BBC.No norte, uma milícia curda tomou o controle da cidade de Kirkuk. A área era controlada por tropas iraquianas que passaram a se concentrar a 20 quilômetros do local. Veja o especial :

Agencia Estado,

28 de março de 2003 | 12h16

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.