EUA aumentam pressão sobre a ONU

Os Estados Unidos aumentaram hoje a pressão sobre as Nações Unidas para que dêem um ultimato ao regime iraquiano de Saddam Hussein, acusado de fabricar e estocar armas de destruição em massa. Entrevistado pela rede NBC, o secretário de Estado, Colin Powell, disse que espera uma rápida ação da comunidade internacional. Na Fox, a conselheira de segurança nacional da Casa Branca, Condoleezza Rice, acusou o Iraque de "manter claramente vínculos com o terrorismo, incluindo a Al-Qaeda".Powell disse que a redação da nova resolução da ONU deverá estar concluída em semanas, não em meses. "O texto incluirá um curto período para que Saddam cumpra as determinações do Conselho de Segurança", acrescentou o chefe da diplomacia americana. "Saddam sabe o que tem de fazer há muitos anos..."O secretário de Estado ressaltou que tem se entrevistado com todos os líderes mundiais e revelou que esta semana vai manter rodadas de conversações com todos os 15 membros do Conselho de Segurança - entre os quais latino-americanos - para convencê-los a apoiar a política americana. Amanhã à tarde, ele vai se reunir com o chanceler brasileiro, Celso Lafer.Na abertura dos trabalhos da Assembléia-Geral da ONU na semana passada, Lafer insistiu na posição do Brasil de "esgotar todas as instâncias diplomáticas" antes da aplicação da força. Powell deverá conversar ainda amanhã também com os ministros de Relações Exteriores da Argentina, México, Chile, Colômbia e Uruguai.Os Estados Unidos contam com um importante aliado incondicional nessa ofensiva: a Grã-Bretanha. O chanceler Jack Straw disse que o primeiro-ministro Tony Blair vai apresentar evidências dia 23 ao Parlamento britânico da implicação de Saddam com o terrorismo.Na entrevista à Fox, a conselheira da Casa Branca, Condoleezza Rice, disse que "membros da Al-Qaeda foram vistos em Bagdá", ressalvando, porém, que não era sua intenção acusar Saddam de envolvimento na conspiração que resultou nos atentados de 11 de setembro em Nova York e Washington.ApoioO apoio dos americanos à política do presidente George W. Bush para o Iraque aumentou consideravelmente depois do discurso dele às Nações Unidas. Segundo pesquisa divulgada hoje pela rede ABC, 68% dos americanos apoiam hoje um ataque ao Iraque em comparação aos 56% de agosto. Sessenta e cinco por cento acham "muito importante" depor Saddam, enquanto 60% consideram que Bush tem uma política clara em relação ao Iraque.

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