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EUA aumentam recompensa por informações que levem ao líder do EI para US$ 25 milhões

Valor para quem ajudar a localizar Abu Bakr al-Baghdadi mais do que dobrou em relação aos US$ 10 milhões oferecidos inicialmente em 2011; apenas o líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, tem recompensa no mesmo patamar

O Estado de S. Paulo

17 Dezembro 2016 | 19h43

WASHINGTON - O governo americano mais do que dobrou a recompensa oferecida por informações que levem a localização do líder do Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi. Agora, o valor oferecido chega a US$ 25 milhões (equivalente a R$ 84,7 milhões), colocando Baghdadi na mesma categoria que o líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri - até então, o único com uma recompensa tão elevada.

Desde que o programa de Recompensas para a Justiça, administrado pelo Departamento de Estado dos EUA, colocou o nome de Baghdadi em sua lista de recompensas pela primeira vez, em 2011, oferecendo US$ 10 milhões, o grupo jihadista assumiu o controle de grandes faixas territoriais na Síria e no Iraque e "ganhou o apoio de grupos extremistas e indivíduos radicalizados em todo o mundo, além de inspirar ataques nos EUA", diz o pôster de "Procurado" com dados do líder do EI.

O aumento na recompensa paga por informações que levem a Baghdadi não foi acompanhado por qualquer indicativo de que as agências de inteligência dos EUA tenham uma ideia consistente da localização dele. A última aparição confirmada do líder jihadista foi na cidade iraquiana de Mossul, em 2014, pouco depois de seus combatentes tomarem o controle da região. 

Desde então, foram divulgados vários áudios atribuídos a Baghdadi nos quais ele exorta seus subordinados a realizarem ataques. Funcionários do governo americano acreditam que ele pode continuar escondido em Mossul ou pode ter se mudado para a cidade síria de Raqqa, espécie de quartel general do EI.

Ataques aéreos da coalizão que combate o EI e é liderada pelos EUA mataram vários líderes importantes do grupo neste ano. "Eventualmente, vamos encontrá-lo e eliminá-lo também", afirmou nesta semana o enviado especial dos EUA para a coalizão, Brett McGurk. "Divulgar áudios enquanto se mantém escondido não é exatamente sinal de um líder confiante, especialmente nos tempos midiáticos que vivemos", completou.

No total, 29 pessoas estão na lista de Recompensas para a Justiça do Departamento de Estado. Depois de Baghdadi e Zawahiri, os nomes com o maior prêmio são o do afegão Sirajuddin Haqqani, ligado à Al-Qaeda e ao Taleban; o de Hafiz Saeed, fundador do grupo terrorista paquistanês Lashkar-e-Taiba; e o de Yasin al-Suria Pakistani, líder sênior da Al-Qaeda. Informações que levem a localização dos três valem US$ 10 milhões.

O programa de Recompensas para a Justiça foi criado em 1984 para ajudar na localização de suspeitos de terrorismo. Apesar de a decisão de incluir ou não um nome da lista ser uma atribuição do secretário de Estado, as recomendações são feitas por um comitê formado por representantes de vários departamentos e agências de segurança nacional. 

Os pagamentos normalmente são mantidos em segredo, embora o Departamento de Estado tenha confirmado que o maior valor já pago, de US$ 30 milhões, foi para um indivíduo que forneceu informações que levaram a Uday e Qusay Hussein, filhos de ex-presidente iraquiano Saddam Hussein. / WASHINGTON POST 

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