REUTERS/Gary Cameron/Files
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EUA avaliam se massacre em casa noturna de Orlando poderia ter sido evitado

Omar Mateen foi investigado pelo FBI em 2013 e 2014 por possíveis vínculos com terroristas, mas investigações foram arquivadas

O Estado de S. Paulo

22 Junho 2016 | 09h31

MIAMI - A procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, disse na terça-feira que as autoridades avaliarão "o que poderia ter sido feito" para evitar o massacre em uma casa noturna de Orlando, na Flórida, frequentada pelo público LGBT

Loretta visitou socorristas e parentes das vítimas da tragédia no clube Pulse, onde Omar Mateen matou 49 pessoas e feriu outras 53. Ele foi abatido por policiais no local.

O atirador havia sido investigado pelo FBI, que o interrogou em 2013 e 2014 por possíveis vínculos com terroristas, mas as investigações foram arquivadas. "Voltaremos a examinar nossos contatos (com Mateen) para procurar se há algo que poderíamos ter feito diferente", disse Loretta em entrevista coletiva.

A primeira vez que o FBI investigou Mateen foi em maio de 2013, quando seus colegas de trabalho relataram comentários que pareciam inclinados a ações terroristas. "Foi investigado. Analisamos se realmente apoiaria as declarações que estava fazendo e não encontramos evidência naquele momento", acrescentou a procuradora-geral.

Loretta disse ainda que Mateen, de 29 anos, "voltou ao radar no contexto de outra investigação, porque alguém que ele conhecia tinha viajado para se tornar um agressor suicida". Este caso também foi arquivado porque o jovem americano de origem afegã não estava diretamente envolvido.

A procuradora-geral reafirmou: "Estamos analisando todos os nossos contatos com ele (...) para determinar se há algo que poderíamos ter feito melhor". /AFP

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