EUA avançam por Faluja; sunitas ameaçam boicotar eleição

Forças americanas já abrem caminho pelo centro da cidade de Faluja, considerada um baluarte da resistência no Iraque. Os soldados enfrentam guerrilheiros nas ruas, invadem e revistam casas no segundo dia da ofensiva sobre a cidade. Reagindo à invasão, líderes da comunidade sunita iraquiana pediram um boicote às eleições marcadas para janeiro. A população de Faluja é majoritariamente sunita. Em entrevista coletiva, o secretário-geral da Associação de Eruditos Muçulmanos disse que a eleição havia sido planejada para ocorrer "sobre os corpos dos mortos em Faluja e do sangue dos feridos". Um dos motivos alegados para a invasão da cidade é viabilizar o pleito.O Departamento de Defesa dos EUA informa que 14 americanos foram mortos das últimas 48 horas em todo o Iraque, incluindo três em Faluja, durante os combates. As 11 mortes registradas na segunda-feira representam o maior número de vidas americanas perdidas em um só dia em mais de seis meses no Iraque.O primeiro-ministro do Iraque, Ayad Allawi, declarou um toque de recolher em Bagdá e arredores, um dia depois de uma onda de ataques na capital ter matado nove iraquianos e ferido Amis de 80. Enquanto os combates prosseguem em Faluja, centenas de guerrilheiros enchem as ruas de Ramadi, outra cidade tomada pela rebelião, a 100 km de Bagdá. Tiros eram ouvidos no centro, e testemunhas relatam ter visto um carro destruído e manchado de sangue.Em Faluja os combates seguem intensos, mas blindados americanos já chegaram a uma importante avenida que corta a cidade de leste a oeste e agora rumam para o sul, no que é considerado um avanço importante.Os militares americanos informam que a resistência na cidade é menos intensa do que o esperado, principalmente no distrito de Jolan, um labirinto de ruas e becos onde acreditava-se que a guerrilha mantivesse suas bases. Isso poder ser um sinal de que os rebeldes fugiram antes da invasão ou de que as tropas ainda não chegaram ao local escolhido pelos rebeldes para reagir.

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