EUA avisaram Chávez sobre complô, diz ex-embaixador

Os EUA alertaram em 2002 o presidente venezuelano, Hugo Chávez, sobre um suposto plano para assassiná-lo, afirmou ontem Otto Reich, ex-encarregado para a América Latina do Departamento de Estado.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2013 | 02h07

Reich, que também foi embaixador na Venezuela, negou que Washington tenha relação com a morte de Chávez em consequência de um câncer, no dia 5, como sugeriu o presidente interino e favorito às eleições venezuelanas do dia 14, Nicolás Maduro.

"Apesar da hostilidade que caracterizou a relação americana com Chávez, não só é falso acusar os EUA de terem matado Chávez, como a verdade é que provavelmente evitamos seu assassinato em mais de uma ocasião", disse Reich em artigo no site da Fórum Américas.

Reich, que foi acusado diretamente por Maduro de estar por trás dos planos desestabilizadores contra a Venezuela, disse que essa advertência foi feita a Chávez em 2002, semanas depois do golpe de Estado de abril daquele ano que o tirou do poder por 48 horas.

Na época vice-secretário de Estado para a América Latina, Reich teve conhecimento de um plano que "parecia plausível", razão pela qual autorizou o embaixador em Caracas na época, Charles Shapiro, "a notificar Chávez sobre a conspiração".

Chávez respondeu com surpresa ao fato de que Washington o estivesse advertindo sobre um plano para matá-lo, relatou o embaixador Shapiro a Reich. "Não houve dados posteriores sobre o complô, nem nunca saberemos se era real ou não. Mas se tivesse sido, o país que Chávez mais odiava teria ajudado a salvar sua vida", afirmou Reich. / AFP

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