EUA baixam tom com regimes duros

Na sexta-feira, o presidente americano, Barack Obama, divulgou uma mensagem para o Irã em comemoração ao ano-novo persa. No vídeo, ele ignorou questões espinhosas e destacou um futuro positivo de ?maior cooperação entre os dois povos ?. Há duas semanas, vazou para a imprensa que Obama enviou uma carta calorosa ao presidente russo, Dmitri Medvedev, acenando com uma reaproximação EUA-Rússia - e nenhuma palavra sobre esferas de influência, Geórgia ou direitos da imprensa. No mês passado, a secretária de Estado, Hillary Clinton, deixou claro que o desrespeito aos direitos humanos na China não vai interferir nas relações sino-americanas.

AE, Agencia Estado

22 de março de 2009 | 09h20

As primeiras iniciativas diplomáticas de Obama mostram um estilo bem diferente em relação ao do governo de George W. Bush. Não se trata apenas do ?smart power? (poder inteligente) e da menor militarização da política externa, anunciados por Hillary no Congresso. A Casa Branca deixou de promover agressivamente a democracia liberal no mundo e de tentar converter os países para o padrão de governo ocidental. Obama vem seguindo um estilo consistente com a ?Regra da Autonomia?, linha diplomática que ganha força em Washington.

?Rússia, China e Arábia Saudita estão longe de serem regimes democráticos, mas faz sentido para os EUA se aproximarem desses países?, disse ao Estado Charles Kupchan, professor da Universidade Georgetown. ?Precisamos parar de insistir na democracia liberal como o conceito que define o sistema internacional". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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