Justin Lane/EFE/EPA
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EUA bloqueiam entrada de novos estudantes estrangeiros que teriam aulas remotas

Novas regras valem para matrículas efetuadas após o dia 9 de março de 2020

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2020 | 20h31
Atualizado 31 de julho de 2020 | 12h03

WASHINGTON - O serviço de imigração e controle de aduanas dos Estados Unidos (ICE, na sua sigla em inglês) informou nesta sexta-feira, 24, que novos estudantes estrangeiros cujas aulas forem exclusivamente remotas não poderão entrar no país, depois que o governo desistiu de impor uma nova regra, após uma onda de indignação.

Os estudantes internacionais que já estão nos EUA ou estão retornando do exterior e já têm vistos ainda poderão fazer aulas totalmente online, de acordo com a atualização, mesmo se começarem as aulas presencialmente, mas suas escolas se mudarem para online diante de um agravamento do surto de coronavírus.

"Os estudantes com matrículas novas ou com status posterior a 9 de março não poderão entrar nos EUA para seguirem cursos em escolas como estudantes não imigrantes no outono (norte) caso seus programas sejam 100% online", informou a direção do ICE. 

O governo de Donald Trump, que mantém uma política austera contra a imigração irregular e que, durante a pandemia, suspendeu a emissão de vários vistos, anunciou, no começo do mês, que não receberia, nem permitiria, que estudantes cujos programas fosse exclusivamente remotos devido à pandemia permanecessem no país. 

Depois que universidades renomadas, como Harvard e MIT, protestaram contra a decisão e recorreram à Justiça, o governo americano voltou atrás, no último dia 14.

Os Estados Unidos contabilizam cerca de 1 milhão de estudantes estrangeiros (5,5% do total) e muitas instituições dependem, em grande parte, das mensalidades desses alunos. /AFP

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