EUA boicotam conferência da ONU sobre racismo

As Nações Unidas iniciam nesta segunda-feira sua primeira conferência global sobre racismo em oito anos. O evento será boicotado por pelo menos seis países, entre eles os Estados Unidos, pelo temor de que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e outros líderes islâmicos exijam uma declaração final que critique Israel e restrinja a liberdade de expressão.

AE, Agencia Estado

19 de abril de 2009 | 16h04

A administração do presidente Barack Obama, primeiro presidente negro dos EUA, anunciou no sábado que ele boicotaria "com pesar" o encontro de uma semana em Genebra. O cenário de divergências políticas e trocas de acusações é semelhante ao ocorrido na conferência de 2001 em Durban, na África do Sul. O presidente Barack Obama disse hoje que os organizadores da conferência insistiam em incluir declarações "hipócritas" sobre Israel no texto final.

A Holanda declarou neste domingo que não participará do encontro, enquanto Austrália, Canadá, Israel e Itália já haviam dito que faltariam. A Alemanha também informou no domingo que não irá ao evento, segundo a ONU. Porém Berlim disse que a decisão sobre isso somente sairá na noite deste domingo. A Grã-Bretanha afirmou que enviará diplomatas, mas há o temor de que o encontro se torne um fórum para a negação do Holocausto e outros ataques antissemitas.

"Eu estou chocada e profundamente desapontada pela decisão dos Estados Unidos de não comparecer", disse a chefe de direitos humanos da ONU, Navi Pillay. Segundo ela, algumas autoridades estão pensando em apenas um ou dois temas, em detrimento da luta contra a intolerância. Navi ressaltou a necessidade de uma solução global para o racismo. As informações são da Associated Press.

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