Brett Gundlock / The New York Times
Brett Gundlock / The New York Times

EUA buscam acordo para enviar solicitantes de asilo para a Guatemala

Acordo pode ser anunciado na próxima segunda-feira, quando Trump receberá o presidente da Guatemala, Jimmy Morales

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2019 | 03h41

WASHINGTON - O governo de Donald Trump busca um acordo com a Guatemala para enviar de volta ao país solicitantes de asilo que cheguem aos Estados Unidos. Detalhes do possível acordo foram revelados nesta sexta-feira, 12, pela revista The New Yorker, que teve acesso a uma minuta do documento que deve ser anunciado no início da semana que vem.

Conhecido internacionalmente como acordo de "terceiro país seguro", o pacto permitiria aos EUA enviar à Guatemala qualquer solicitante de asilo não guatemalteco para que lá eles sejam protegidos. O acordo pode ser anunciado na próxima segunda-feira, quando Trump receberá o presidente da Guatemala, Jimmy Morales, na Casa Branca.

Ao contrário do pacto firmado com o México, para onde os EUA mandam os solicitantes de asilo para que eles aguardem no vizinho a resolução de seus pedidos, o acordo com a Guatemala também levaria os casos para o país.

Segundo a The New Yorker, o governo Trump pressiona há meses o México para que aceite esse tipo de acordo, mas, por enquanto, o presidente Andrés Manuel López Obrador conseguiu agradar a Casa Branca ao atender outras exigências.

Trump anunciou há cerca de um mês que as negociações para assinar um acordo de "terceiro país seguro" com a Guatemala estavam avançadas, pegando de surpresa muitos analistas, já que muitos dos imigrantes que vem em direção aos EUA são guatemaltecos. "Se você vai firmar um acordo de 'terceiro país seguro', tem que ser capaz de dizer que ele é seguro", disse à revista Doris Meissner, ex-comissária do extinto Serviço de Imigração e Naturalização dos EUA.

Stephen McFarland, embaixador dos EUA na Guatemala entre 2008 e 2011, afirmou que o país sequer tem um sistema econômico capaz de dar emprego aos guatemaltecos. "Receber milhares de cidadãos de outros países por um período de tempo indefinido será muito difícil", avaliou o ex-diplomata. / EFE

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