EUA buscam apoio da Turquia contra o Iraque

O subsecretário de Defesa dos Estados Unidos, Paul Wolfowitz, pediu hoje o apoio a uma cética Turquia para uma eventual guerra contra o Iraque e discutiu possível ajuda financeira americana que protegeria a economia turca no caso de ações armadas vindas de Bagdá, capital iraquiana. O apoio da Turquia é considerado fundamental numa guerra. A Turquia já abriga 50 aviões de combate dos EUA que patrulham uma zona de exclusão aérea no norte do Iraque e suas bases seriam necessárias se Washington decidir abrir uma frente contra Bagdá. No entanto, com maioria muçulmana, a Turquia teme que uma guerra no Iraque desestabilize a região, prejudicando seu frágil programa de recuperação econômica e encorajando nacionalistas curdos em sua fronteira, que lutam por um Estado há 15 anos. "Uma coisa que conversamos foi sobre a profunda preocupação da Turquia com a condição da economia", disse Wolfowitz após se reunir com o primeiro-ministro turco, Abdullah Gul. "Estamos determinados a apoiá-los, não importa o que aconteça, para garantir que a economia continue a se recuperar. Se houver uma crise na região, sabemos que a Turquia será um dos países mais afetados e queremos deixar claro que trataremos a situação." Wolfowitz não entrou em detalhes, mas disse que Washington está trabalhando com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que concedeu empréstimos de US$ 16 bilhões à Turquia, para ajudar em sua recuperação econômica. Ele não respondeu claramente sobre um suposto pedido de permissão dos EUA para estacionar suas tropas na Turquia durante uma eventual guerra. "Mesmo antes de esse governo ter tomado posse já havíamos tido longas discussões sobre vários tipos de planejamento que podem ser feitos", afirmou. "Não estamos mais brincando." Segundo Wolfowitz, os planejamentos militar e diplomático têm de ser adiantados porque Saddam Hussein precisa acreditar que estamos falando sério, que ele está cercado pela comunidade internacional", acrescentou ele. Como parte da estratégia para ganhar o apoio da Turquia, Washington tem pressionado a União Européia a admitir o país. "Estamos fazendo tudo que podemos", disse.

Agencia Estado,

03 Dezembro 2002 | 16h39

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