EUA caem no "Índice das Mães"

Por falharem no atendimento dos problemas de saúde das minorias mais pobres e carentes do país, os EUA perderam seu posto entre os dez países que dão melhor assistência às mães em todo o mundo. Enquanto os EUA ficaram com a 11ª colocação entre os 94 países que figuram no "Índice das Mães", os escandinavos ganharam os primeiros lugares da lista, divulgada nesta terça-feira pela fundação "Salvem as Crianças". O informe foi liberado cinco dias antes do Dia das Mães. A organização classifica os países de acordo com o que eles oferecem às mães em termos de assistência à saúde, acesso ao uso de contraceptivos e planejamento familiar, nível de alfabetização e participação nas decisões governamentais. "Embora os serviços de atendimento à saúde materna nos EUA possam ser considerados entre os melhores do mundo, a discrepância existente na oportunidade de acesso a estes serviços por parte das mulheres brancas e de outras minorias é uma das principais causas deste desempenho medíocre", diz a fundação. Os dez países onde o estudo demonstra que as mães desfrutam do melhor, em matéria de atendimento, são, pela ordem, Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Holanda, Suíça, Canadá, Áustria, Austrália e Grã-Bretanha. Os dez países com a pior colocação entre os 94 são Guiné Bissau, Burkina Fasso, Etiópia, Mali, Iêmen, Gâmbia, Burundi, Mauritânia, República Centro-Africana e Bênin. A pontuação mais fraca dos EUA se refere ao item "índice de investimento nas meninas", devido principalmente às altas taxas de gravidez precoce. Neste item, o país está em 22º lugar entre 140 nações, ao lado de Grécia e Hungria. O índice de gravidez precoce caiu nos EUA nos últimos anos, mas os bebês nascidos de mães adolescentes continuam recebendo cuidados inadequados e tendem a continuar na pobreza pelo resto de suas vidas, diz o informe. O índice das meninas é baseado na comparação entre taxas de mortalidade infantil, de estado nutricional, de acesso à escolaridade primária e à água potável. Enquanto os EUA figuram entre os países mais ricos do mundo, sua classificação nos dois índices "mostra claramente que é preciso melhorar as condições nacionais para as mães e para as meninas", diz o resumo do relatório da fundação. Entre outras recomendações, o informe apela em favor de um crescente financiamento dos programas de assistência à saúde materna e infantil e de planejamento familiar.

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