EUA: Câmara não vota hoje para evitar 'abismo fiscal'

Um acordo para evitar o drástico corte de gastos e o aumento nos impostos, evento conhecido como "abismo fiscal" não deverá ser votado na Câmara dos Representantes (deputados) antes do prazo final de meia noite desta segunda-feira, disseram congressistas republicanos na Câmara. Contudo, o Senado, controlado pelos democratas, continuava as negociações para chegar a um acordo ainda hoje ou nas primeiras horas da terça-feira.

AE, Agência Estado

31 de dezembro de 2012 | 21h56

Republicanos da Câmara notificaram os políticos da casa que no começo da noite de hoje serão votadas outras matérias. Eles afirmaram que essas matérias serão as únicas do dia. O Congresso poderá votar mais tarde uma legislação retroativa que bloqueie os aumentos de impostos e cortes no orçamento, que chegam a pelo menos US$ 600 bilhões.

Mais cedo, tanto o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quanto o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, disseram estar "próximos" a um acordo para evitar o chamado "abismo fiscal". Os dois disseram que estavam negociando alternativas para evitar que já na quarta-feira (2 de janeiro) entrem em vigor cortes de US$ 109 bilhões orçamento, principalmente na Defesa e nos programas sociais nos EUA.

Mesmo assim, um acordo é negociado e os contornos dele apareceram nesta segunda-feira. Funcionários familiarizados com as negociações disseram que o acordo em questão aumentará a carga tributária para famílias que ganham mais de US$ 450 mil por ano, para 39,6%. Os benefícios do seguro-desemprego serão pagos por mais um ano, enquanto o imposto imobiliário, para imóveis com valores superior a US$ 5 milhões, subirá de 35% para 40%. Sem a extensão do seguro-desemprego, cerca de dois milhões de pessoas não receberão o auxílio do governo em janeiro.

As informações são da Associated Press.

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