Ishtiaq Mahsud/AP
Ishtiaq Mahsud/AP

EUA capturam líder do Taleban paquistanês

Latif Meshud está em poder de forças americanas após a 3ª operação militar antiterrorista em uma semana contra comandantes jihadistas

11 de outubro de 2013 | 23h51

Forças dos EUA realizaram mais uma operação de captura de um líder jihadista, desta vez contra um dos comandantes do Taleban paquistanês, Larif Mehsud. O militante está em poder de soldados americanos, segundo o Departamento de Estado.

Foi o terceiro assalto de militares americanos, em menos de uma semana, para prender integrantes do alto escalão de grupos filiados à Al-Qaeda. Os outros dois foram na Líbia, onde os EUA conseguiram levar Abu Anas al-Libi, e na Somália, onde o alvo da operação - o líder de operações do grupo Al-Shabab, Abdukadir Mohamed Abdukadir - conseguiu escapar, em meio à troca de tiros.

Não está claro quando foi realizada a captura de Mehsud, considerado uma das principais figuras do Taleban paquistanês, conhecido também como Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP). Segundo Marie Harf, porta-voz do Departamento de Estado, ele é uma figura próxima ao líder máximo do grupo, Hakimullah Mehsud.

Segundo a porta-voz, o TTP é responsável pela tentativa de atentado em Times Square, em Nova York, em 2010, além de ataques contra autoridades americanas, paquistanesas e civis. "O grupo também prometeu tentar novamente atacar os EUA", disse Marie.

Uma autoridade afegã disse à Associated Press que Mehsud foi preso enquanto viajava em uma estrada na Província de Logar, dentro do Afeganistão. O Washington Post noticiou que forças americanas receberam o terrorista de agentes da inteligência paquistanesa que estavam tentando recrutá-lo.

Outras fontes indicavam que Mehsud poderia ter sido capturado dentro do Paquistão por forças americanas, agindo com base nas leis aprovadas pelo Congresso dos EUA após o 11 de Setembro.

Em uma rara entrevista, o chefe máximo do Taleban paquistanês dissera, na semana anterior, que estava "seriamente disposto" a iniciar um diálogo de paz. O grupo trava uma sangrenta batalha contra o governo de Islamabad. / REUTERS

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