EUA celebram o nascimento de Martin Luther King

Os EUA lembram nesta segunda-feira o nascimento do líder negro, defensor dos direitos civis, Martin Luther King, em um momento em que as pesquisas refletem que a maioria dos americanos acredita que "houve progresso" na igualdade entre negros e brancos.Os principais atos acontecem em Atlanta, no Estado da Geórgia, onde Luther King nasceu em 1929, e onde quase 5.000 voluntários devem fazer trabalhos comunitários pela cidade.Também está prevista a realização de uma manifestação e uma missa na igreja batista de Ebenezer de Atlanta, onde o líder pregou entre 1960 e 1968, para comemorar o nascimento de King, assassinado em 1968.Em uma declaração divulgada pela Casa Branca, o presidente George W. Bush apontou que o país lembra King por sua "força intelectual, a verdade de suas palavras e o exemplo de seu valor"."Devemos lembrar que as grandes causas habitualmente trazem consigo grandes sacrifícios. Nas cinco décadas desde que King e Rosa Parks (a mulher negra que, com sua coragem, desencadeou o fim das leis segregacionistas nos EUA) estiveram juntos no Alabama, nosso país progrediu rumo à igualdade para cada cidadão", segundo o presidente americano.Em uma amostra realizada pelo instituto de pesquisas Ipsos, mostra que 78% dos brancos nos Estados Unidos pensa que "se fez um progresso significativo" rumo à igualdade, uma opinião apoiada por 66% dos negros.Com relação a quem lembra a data do nascimento de Martin Luther King, 60% de negros tinha intenção de celebrar o nascimento do líder negro, contra 15% de brancos.A pesquisa foi realizada entre segunda-feira e terça-feira passadas entre 1242 adultos, entre eles 312 negros.Mas estas diferenças, menores que as mostradas em anos anteriores, também parecem se estender à família do próprio Martin Luther King.Os quatro herdeiros de Martin Luther King se enfrentam pela herança do pai, para ver quem deve ganhar com a mensagem de seu pai de não violência, e sobre se o centro familiar de ensino, que se encarrega de divulgar a mensagem do líder dos direitos civis, deve ser vendido.Bernice e Martin Luther King III reconhecem que se desviaram das doutrinas de seu pai e que deveriam ter feito mais para evitar que o "Centro King para a mudança social sem violência", onde está o túmulo do líder, esteja praticamente abandonado em Atlanta, e tenha que ser submetido a obras no valor de US$ 11 milhões.O centro foi fundado pela viúva de Luther King, Coretta Scott King, doente desde agosto de 2005 devido a um derrame cerebral que paralisou metade de seu corpo.Dois de seus filhos, Dexter e Yolanda, estão a favor da venda do centro, enquanto Bernice e King III não querem e ameaçam processar seus irmãos.O Partido Democrata divulgou um comunicado, em que qualificam King como "um grande americano" e apontaram que a melhor maneira de honrar sua memória é "lembrando seus princípios todos os dias do ano e não só hoje".

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