EUA chamam ataque contra escola da ONU em Gaza de 'inaceitável'

Casa Branca afirmou que a ação militar israelense é 'indefensável' e pediu que Israel faça mais para proteger os civis

O Estado de S. Paulo

31 Julho 2014 | 15h50

WASHINGTON - Os EUA classificaram nesta quinta-feira, 31, o bombardeio a uma escola da Organização das Nações Unidas (ONU) em Gaza na quarta pelo Exército israelense como "inaceitável e indefensável" e consideram haver poucas dúvidas sobre de que foi a artilharia israelense que atingiu o local.

"O bombardeio a uma instalação da ONU que está abrigando civis inocentes que estão fugindo da violência é totalmente inaceitável e totalmente indefensável", afirmou o porta-voz da Casa Branca Josh Earnest, que citou comunicados da ONU responsabilizando Israel pelo ataque e o reconhecimento do governo israelense sobre ter feito disparos na área da escola.

"Israel fala frequentemente sobre a importância de se proteger os civis, mas os EUA acreditam que o governo e o Exército israelenses não estão fazendo o suficiente para isso", acrescentou o porta-voz.

O Pentágono também pediu que Israel faça mais para proteger os civis durante sua operação militar e afirmou que o número de civis mortos está muito alto. A Casa Branca pediu que Israel encerre a operação por terra e chamou de "trágicos" os informes sobre o número de civis mortos na ação.

Earnest voltou a falar do pedido de Washington por um cessar-fogo imediato e pediu que o Hamas pare de atirar foguetes contra civis israelenses.

Fontes de Saúde de Gaza afirmam que mais de 1.400 palestinos morreram desde o início da ofensiva israelense, a maioria civis. Israel diz que 56 soldados e 3 civis israelenses foram mortos por foguetes disparados pelo Hamas. /AP e REUTERS

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