EUA chamam de 'provocação' testes de mísseis do Irã

A Casa Branca condenou como "provocação" a decisão do Irã de testar mísseis que o governo iraniano afirma serem capazes de atingir alvos dentro de Israel. "Estes foram exercícios preliminares planejados", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, acrescentando que eles foram consistentes com a "natureza provocativa com a qual o Irã tem agido no cenário mundial".

AE, Agencia Estado

28 de setembro de 2009 | 16h39

Falando de Nova York, o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, expressou preocupações com relação aos testes de mísseis conduzidos pelo Irã durante dois dias e pediu "moderação" da república islâmica, segundo informaram as agências de notícias.

"Não é proibido por qualquer acordo internacional, mas é claro que quando lançamentos de mísseis ocorrem no topo da situação sem solução ao redor do programa nuclear do Irã, é preocupante", disse Lavrov. "Tenho certeza de que moderação deve ser mostrada", disse aos repórteres russos em Nova York, após um encontro com o ministro de Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki.

Hoje, o Irã realizou testes de mísseis "com sucesso". Todos os alvos foram atingidos, informou a elite da Guarda Revolucionária. "O último estágio do míssil balístico ''Grande Profeta'' foi realizado de forma bem sucedida. Portanto, as manobras foram encerradas, com todos os alvos atingidos", disse a Guarda Revolucionária através de seu site no internet.

Os testes dos mísseis de longo alcance realizados pelo Irã aumentaram as tensões antes das negociações entre o Irã e as seis potências mundiais sobre o programa nuclear iraniano.

Na Alemanha, um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores disse que os testes de mísseis do Irã eram "perturbadores" e não vão inspirar confiança diante das próximas negociações entre as seis maiores potências e a República Islâmica.

No Reino Unido, o secretário de Relações Exteriores, David Miliband, descreveu o teste como uma "provocação anual" e disse que isso não deve ser uma distração do encontro desta semana entre o Irã e as seis potências. As informações são da Dow Jones.

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