EUA: cias são autorizadas a revelar pedidos de acesso

Após negociações com autoridades de segurança dos Estados Unidos, representantes do Facebook e da Microsoft disseram que foram autorizadas a revelar, de forma limitada, informações sobre os pedidos do governo norte-americano para acessar dados de usuários. O anúncio foi feito na noite desta sexta-feira, 14, no fim de uma semana em que os concorrentes Facebook, Microsoft e Google foram pressionados pelo governo de Barack Obama para liberar informações confidenciais, por motivos de segurança nacional.

LUÍS LIMA, Agência Estado

15 Junho 2013 | 10h25

Os fatos aconteceram após a revelação da existência de programas de vigilância secretos, que acessaram registros telefônicos de americanos, feita pelo ex-agente terceirizado da espionagem Edward Snowden, de 29 anos. As empresas, porém, disseram isso não tem relação com o fato de elas poderem comunicar parcialmente informações sobre os pedidos de acesso do governo dos EUA.

Ted Ulyot, conselheiro geral do Facebook, disse em comunicado que será permitido à empresa informar apenas os números totais de pedidos, sem revelar detalhes. Ele ainda afirmou que a decisão da permissão é inédita, e a empresa está empenhada em persuadir as autoridades para relevar mais informações.

Ullyot disse que o Facebook recebeu entre 9 mil e 10 mil pedidos de todas as entidades governamentais, de nível local ao federal, nos últimos seis meses de 2012. Os pedidos incluem motivos como crianças desaparecidas investigações, acompanhamento de fugitivos e ameaças terroristas. No total, as solicitações envolvem as contas de entre 18 mil e 19 mil usuários do Facebook.

A Microsoft divulgou números para o mesmo período, mas minimizou a permissão que foi dada. "Nós continuamos acreditando que o que nos é permitido publicar ainda está aquém do que é necessário para ajudar a comunidade a entender e debater estes questões", afirmou John Frank, vice-presidente da empresa, também em comunicado. Segundo Frank, a Microsoft recebeu entre 6 mil e 7 mil pedidos que afetam entre 31 mil e 32 mil contas de usuários.

Já o Google não quis relevar os números, afirmando que espera para divulgar dados mais específicos e relevantes. As informações são da Dow Jones Newswires e da Associated Press.

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