EUA citam Brasil como chave para política na América do Sul

Governo norte-americano elogia atuação brasileira no hemisfério e no Haiti

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 13h06

Os Estados Unidos devem construir uma relação mais estreita com o Brasil à medida que procuram melhorar suas relações com a América do Sul, disse um comitê do Congresso dos Estados Unidos nesta terça-feira. Essa aproximação deve incluir a abertura de mercados norte-americanos para exportações brasileiras de etanol, disse Eric Farnsworth, vice-presidente do grupo de lobby do Conselho das Américas, a um comitê de assuntos estrangeiros do Congresso em Washington. "Uma chave para a política norte-americana na América do Sul deve ser nosso relacionamento com o Brasil, dado seu tamanho e peso em assuntos hemisféricos, e seu desejo de ter um papel maior nos assuntos globais", disse Farnsworth em um depoimento escrito. O governo Bush está profundamente impopular em grande parte da América Latina, onde partidos de esquerda têm prevalecido em eleições recentes. O relacionamento com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é particularmente hostil. "O próprio Brasil tem servido como um aparador contra a onda populista e anti-EUA que tem aparecido na América do Sul", declarou Farnsworth. Os Estados Unidos, que atualmente cobram pesados impostos em exportações de etanol brasileiras, devem abrir seus mercados para o combustível alternativo, disse. Isso não só diminuiria a dependência dos EUA de petróleo e ajudaria nas questões de mudança climática como afrouxaria a influência de Chávez, que está usando as riquezas de petróleo da Venezuela "para construir um movimento ideológico contrário aos interesses dos Estados Unidos". Farnsworth também citou o programa nuclear brasileiro como exemplo para nações que querem promover a energia atômica para fins pacíficos. "Enquanto continuam as ambições nucleares do Irã, a ativa parceria com o Brasil dentro da Agência Internacional de Energia Atômica, se explorada totalmente, pode ajudar diretamente o esforço global para minar a capacidade do Irã de adquirir armas nucleares", explicou Farnsworth. Ele também elogiou o Brasil por seu papel em operações de paz internacionais, incluindo sua liderança na missão da ONU no Haiti. Mais missões devem ser encorajadas para mostrar que o Brasil foi aceito como ator global, segundo Farnswort. O comitê foi instalado para descobrir como melhorar as conflituosas relações entre os Estados Unidos e a América do Sul.

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