EUA classifica assassinato de líder libanês como terrorismo

O departamento de Estado dos EUA denunciou nesta terça-feira o assassinato do líder cristão libanês Pierre Gemayel como um ato de terrorismo com a intenção de intimidar o governo do Líbano, que luta para se impor. A Inglaterra também condenou o crime. "Estamos chocados com esse assassinato", disse o subsecretário de Estado Nicholas Burns a repórteres. Ele afirmou ainda que as Nações Unidas também consideram o ato como uma intimidação contra a coalizão do premier Fouad Saniora, que lidera o governo libanês. A creditamos que apoiar o governo de Saniora seja responsabilidade de toso os países", acrescentou Burns. Relembrando o assassinato de outros Gemayel, Burns disse que a família desempenhou um papel muito importante na história do Líbano e "sofreu muitas tragédias enquanto uma família". O tio de Pierre, Bashir Gemayel, foi assassinado em 1982 após ser eleito presidente, mas antes de assumir o cargo. O pai de Pierre, Amin Gemayel, foi eleito presidente e ficou seis anos no cargo. Burns ressaltou a importância de não deixar triunfar aqueles que fazem uso da violência no Líbano. "Daremos total apoio ao governo de Saniora nos próximos dias e semanas". Inglaterra condena assassinato A secretária do Exterior da Inglaterra condenou o assassinato de Gemayel, afirmando que o crime poderia aumentar as tensões na instável região. Margaret Beckett disse que o assassinato do ministro - político cristão e forte crítico da Síria - "vai contra os interesses de cada um" no Oriente Médio. "Condenamos claramente - estamos horrorizados", disse Beckett, junto com a ministra do Exterior de Israel Tzipi Livni, em visita a Londres. "O Líbano já tem problemas o suficiente". A secretária afirmou que ainda é muito cedo para determinar quem pode estar por trás do assassinato.

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