Raul Arboleda/AFP
Raul Arboleda/AFP

EUA classificam de ‘farsa’ a eleição venezuelana e iranianos monitoram votação

União Europeia rejeita resultados e os chanceleres do bloco dizem que buscarão 'o máximo de consenso' com a oposição sobre o que fazer após o dia 5 de janeiro, quando a nova Assembleia toma posse

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2020 | 18h53

CARACAS - Na falta de observadores da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos (OEA), a eleição deste domingo, 6, na Venezuela teve a participação de monitores iranianos. Mojtaba Zonnour foi o chefe de uma delegação parlamentar do Irã, convidada por Nicolás Maduro, para atestar a transparência dos resultados. 

“O objetivo é desmontar as acusações e o ambiente de guerra psicológica criado pelos americanos na Venezuela”, disse Zonnour. 

Na outra ponta do espectro político, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que a eleição de hoje foi “uma farsa”. “A fraude eleitoral já foi cometida na Venezuela. Os resultados anunciados pelo regime ilegítimo de Maduro não refletirão a vontade do povo venezuelano. O que está acontecendo é uma fraude e uma farsa, não uma escolha”, escreveu Pompeo no Twitter. 

A União Europeia também rejeitou os resultados. Os chanceleres do bloco disseram hoje que buscarão “o máximo de consenso” com a oposição e países da região sobre o que fazer após o dia 5 de janeiro, quando a nova Assembleia toma posse.

A eleição, disputada por cerca de 14 mil candidatos de mais de 100 partidos, vem com o país em profunda crise - sufocado pela inflação crescente, falta de abastecimento de água e gás, e afligido por cortes repentinos de energia. 

A vitória daria ao governante Partido Socialista de Maduro o controle de uma Assembleia Nacional, com 227 assentos - a única instituição que não está em suas mãos. 

A participação inicial foi baixa, porém, com muitas seções eleitorais em Caracas vazias ou com poucos eleitores. 

A Venezuela também foi fortemente atingida pela pandemia da covid-19, e os eleitores foram obrigados a usar máscaras e fazer o distanciamento social dentro dos locais de votação./ EFE e AFP 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.